Indústria Empresas portuguesas “fardam” soldado do futuro

Empresas portuguesas “fardam” soldado do futuro

As empresas Lavoro, Damel, Riopele e Monte Campo apresentam esta tarde, 2 de Fevereiro, em Gaia, as suas propostas de equipamentos de última geração para o Exército português, que foram desenvolvidas em consórcio com o centro tecnológico Citeve.
Empresas portuguesas “fardam” soldado do futuro
Rui Neves 02 de fevereiro de 2018 às 15:00

Novos equipamentos com capacidades adicionais de resistência ao calor e à chama, impermeabilidade, protecção balística e capazes de regular a temperatura do corpo; botas com características distintas e adequadas a diferentes missões do soldado; camuflados com têxteis inovadores, que não sejam detectáveis quer pelos sistemas de radar quer por infravermelhos.

 

Depois de, no mês passado, ter assinado os contratos com o Estado-Maior do Exército para o desenvolvimento de novos equipamentos de fardamento e sistemas de carga, o consórcio formado pelas empresas Lavoro, Damel, Riopele e Monte Campo, que integra também o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), vai apresentar as suas propostas inovadoras na tarde de hoje, 2 de Fevereiro, ao Exército português.

 

Neste encontro, que vai decorrer na Unidade de Apoio do Comando do Pessoal, no Quartel da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, o Exército ficará então a conhecer os resultados saídos do "Programa Sistemas de Combate do Soldado - Sobrevivência", que visa o desenvolvimento de equipamentos de protecção individual mais ligeiros, ergonómicos e de última geração.

 

"O encontro de hoje junta os responsáveis militares com os fabricantes e os investigadores do Exército tendo em vista a análise de pormenores técnicos e de inovação que as regras militares implicam que não sejam divulgados", ressalva a Lavoro, em comunicado.

 

No domínio militar, a Lavoro, líder do calçado profissional em Portugal, calça diversos exércitos europeus e africanos, participa regularmente em acções da NATO e colabora de forma estreita com a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (IdD).

 

"Com 30 anos de experiência na concepção, desenvolvimento e produção de botas militares", a Lavoro, explica o seu presidente, Teófilo Leite, "tem-se mostrado disponível para uma parceria com as Forças Armadas, em especial com o Exército português, que permita não só dotar os soldados portugueses de calçado mais adequado aos seus pés e a cada missão, como também contribuir para posicionar Portugal na linha da frente dos equipamentos de protecção individual de cariz militar".

 

Com sede em Guimarães, onde foi fundada em 1986, a ICC - Lavoro fechou 2017 com uma facturação da ordem dos 15 milhões de euros, 80% dos quais foram gerados nas exportações para mais de meia centena de mercados.




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comentários mais recentes
Ciifrão Há 2 semanas

Que bebedeira apanhou o jornalista, roupas como as que descreve nem na guerra das estrelas.

Joao Pestana Há 2 semanas

Campónio, não culpes as roupas pelo mau cheiro, vocezes é que eram alérgicos à agua. Já estavam muito à frente, já naquele tempo se preocupavam com o desperdício de água.

Anónimo Há 2 semanas

A ver se não deixam roubar a roupa do estendal como foram as armas!

Camponio da beira Há 3 semanas

Já em 1983 as redes de camuflagem que recebemos (provavelmente da America) tinham essas carcteristicas, ( no inicio, cheiravam mal que se fartavam...)

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