Empresas Empresas requisitam mais trabalho temporário

Empresas requisitam mais trabalho temporário

Os serviços prestados às empresas cresceram, em 2015, um total de 2,5%, desacelerando face aos 4,3% de 2014. As actividades de emprego, como o trabalho temporário, foram as que mais aumentaram o valor da prestação.
Empresas requisitam mais trabalho temporário
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 30 de Novembro de 2016 às 12:08
Em 2015, a prestação de serviços às empresas atingiu um total de 13,19 mil milhões de euros, o que revela um crescimento de 2,5% face ao ano anterior, altura em que o crescimento tinha, no entanto, sido de 4,3%.

Estão integradas nesta análise do INE, de serviços prestados, 108.527 empresas que tinham, em 2015, mais de 350 mil pessoas ao serviço, ou seja, mais 5% que no ano anterior.

E dado esta subida de trabalhadores, os custos com o pessoal aumentaram 4,2% o que levou a uma descida no excedente bruto de exploração.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 30 de Novembro, pelo INE, os serviços prestados às empresas integram oito áreas, revelando-se que as enquadradas em actividade de emprego subiram 6,5%, seguindo um crescimento de 17,4% no ano anterior, o que coloca este sector já como o quarto maior em peso dos serviços prestados. De acordo com o INE, as actividades de emprego prestaram serviços no valor de 1,4 mil milhões de euros em 2015, atrás dos 1,7 mil milhões dos serviços de arquitectura e engenharia, dos 3,3 mil milhões dos serviços de informática e dos 3,85 mil milhões de euros.

O maior sector é o da contabilidade, auditoria e consultoria que atinge um valor de prestação de serviços de 3,85 mil milhões de euros, mas que revelou um crescimento de 0,9% face ao ano anterior. Aliás, em termos de crescimento, depois das actividades de emprego que aumentaram 6,5%, a maior subida foi a de 4,4% nos serviços de arquitectura e engenharia. 

Ainda assim os contributos mais significativos para o PIB português, avaliado pelo VAB (Valor Acrescentado Bruto) gerado, foram registados nas actividades de emprego (0,9%) e na informática (0,7%). 

O VAB gerado no conjunto das prestações de serviços às empresas foi de 7,47 mil milhões de euros, mais 2% que no ano anterior.

Valor de 2015Peso no total
dos SPE (%)
Taxa de variação
(%) em 13/14
Taxa de variação
(%) em 14/15
Total SPE
13 186 608
100,0% 4,3% 2,5%
Informática
3 324 068
25,2% 4,7% 2,6%
Actividades jurídicas 1 211 275 9,2% 5,6% 1,1%
Contabilidade,
auditoria e consultoria
3 850 779 29,2% 5,0% 0,9%
Arquitectura e
engenharia
1 696 837 12,9% -4,8% 4,4%
Ensaios e análises
técnicas
304 319 2,3% 7,4% 0,5%
Publicidade 1 295 973 9,8% 1,4% 2,7%
Estudos de mercado e
sondagens de opinião
65 077 0,5% -17,7% -10,8%
Actividades de emprego 1 438 279 10,9% 17,4% 6,5%


Emprego a crescer

As actividades de emprego somaram 102 mil pessoas ao serviço, tendo por isso registado a maior subida no número de pessoas ao serviço e destronando a contabilidade como o sector com mais pessoal. As empresas de trabalho temporário são as que pesaram nesta subida. 

A subida neste sector foi de 10,7%, enquanto na contabilidade a subida foi de apenas 1,9%. As actividades jurídicas tiveram, mesmo, uma descida no número de pessoas ao serviço, de 0,3%.

No conjunto das actividades dos serviços empresariais, o rácio de prestação de serviços por trabalhador caiu 919 euros face ao ano anterior. O que ficou a dever-se à queda generalizada nos vários sectores, com a excepção das actividades de arquitectura e engenharia e nas actividades jurídicas, onde a evolução foi positiva em, respectivamente, 2,4% e 1,4%.

Empresas públicas com menos serviços

Nos números referentes a 2015, o INE concluiu que houve uma maior procura dos serviços por parte das empresas privadas, que passaram para uma quota de 88,2%.

As actividade de emprego e as de publicidade foram as mais requisitadas por este grupo. 

Já no sector público, foram os serviços de arquitectura e engenharia que mantiveram o lugar cimeiro, apesar do decréscimo registado na prestação.



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comentários mais recentes
Francisco António Há 3 dias

Os empresários portugueses do que gostam é de estender a mão aos subsídios comunitários ou estatais, fazer parte de viagens oficiais ao estrangeiro e contratar a prazo com salário mínimo. Ponham os olhos no Rocha de Matos e no homem da CIP !

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