Empresas Encerramento de empresas cai o dobro dos nascimentos

Encerramento de empresas cai o dobro dos nascimentos

Estão a encerrar e a nascer menos empresas em Portugal ao longo deste ano, mas a tendência de fechos está a acelerar de forma mais rápida.
Encerramento de empresas cai o dobro dos nascimentos
Paulo Duarte
Nuno Carregueiro 25 de novembro de 2016 às 14:54

No mês de Outubro encerraram 1.307 empresas em Portugal, o que traduz uma queda de 19,2% face ao mesmo mês do ano passado. Já o número de nascimentos também está a descer, embora a um ritmo bem menor, de acordo com os dados da InformaDB, revelados esta sexta-feira.


No mês passado foram criadas 2.782 empresas em Portugal, menos 8% do que no mesmo mês do ano passado. Acentua-se assim a tendência de descida mais rápida do número de fechos de empresas face aos nascimentos.


No acumulado do ano a tendência entre nascimentos e encerramentos é quase igual. Nos primeiros 10 meses do ano foram criadas 31.388 empresas em Portugal e foram encerradas 11.496, o que traduz taxas de variação homólogas negativas de 3 e 3,2%, respectivamente.


No que diz respeito às insolvências, registaram-se apenas 221 casos no mês de Outubro, o que representa uma queda de 31,6% face ao mesmo mês do ano passado. Em termos acumulados no ano foram registadas 2.790 insolvências, uma queda de 23,1% face aos primeiros 10 meses de 2015.

Já as acções judiciais caíram 19,3% para 4.064 em Outubro, registando uma queda acumulada no ano de 18,5%.

Na análise aos nascimentos de empresas, destaca-se pela positiva a criação de 221 companhias de actividades imobiliárias no mês de Outubro (crescimento de 33,2%) e pela negativa a descida verificada no sector da agricultura, pecuária, pesca e caça (-45,4% para 101).


Tendo em conta os primeiros 10 meses do ano, foram criadas 2.470 empresas do sector imobiliário (+35,6%), uma das poucas áreas de negócio onde estão a nascer mais empresas.




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comentários mais recentes
Excelente 28.11.2016

Nascem bem mais do que as que fecham. Muito bom.

JCG 26.11.2016

Atentem no título deste escrito. Alguém tira, pelo título, uma ideia clara sobre o facto subjacente? De facto, a escola portuguesa tornou-se, nas últimas décadas, numa autêntica fábrica de produção de diplomas e diplomados (semi-analfabetos). Hoje em dia, consumimos uma quantidade elevada e crescente de energia só a tentar deslindar os equívocos e as confusões geradas pelo uso rasca da língua portuguesa.
Cresce em mim a perceção e sensação de que cada vez mais falando com outros utilizadores da língua portuguesa estamos, afinal, a utilizar só aparentemente uma mesma língua, pois as palavras têm para nós significados diferentes. Pensem, por exemplo, na palavra democracia. Agora para acelerar a degradação está a crescer a introdução a despropósito em tudo e mais alguma coisa de palavras inglesas. Imbecis e saloios urbanos parece consideram que metendo uns termos em inglês aumenta-lhes o nível e dá-lhes cagança.

Anónimo 25.11.2016

Se continuarem a fechar sempre ao mesmo ritmo um dia seria Zero empresas.
Não significa que estejamos melhor. Se há poucas, não seria esperar outra coisa.
Mas as grandes empresas desapareceram
É como um pobre depois de estar na miséria não pode descer mais

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