Energia Endesa e Iberdrola reforçam liderança entre maiores consumidores de electricidade

Endesa e Iberdrola reforçam liderança entre maiores consumidores de electricidade

O mercado liberalizado de electricidade atingiu os 4,85 milhões de clientes em Maio, mais 6,8% face ao período homólogo.
Endesa e Iberdrola reforçam liderança entre maiores consumidores de electricidade
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 18 de julho de 2017 às 06:00
A Endesa e a Iberdrola reforçaram a sua liderança entre os maiores consumidores de electricidade no mercado liberalizado em Portugal no último ano. Ambas as eléctricas aumentaram a sua quota de mercado entre Maio de 2016 e deste ano.

A Iberdrola aumentou a sua quota de mercado em 2,3 pontos percentuais para 27% em termos de consumo entre os grandes consumidores. Segue-se a EDP (22,8%) e a Endesa (22,5%), segundo os dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Também a Endesa reforçou a sua quota de mercado entre os consumidores industriais, registando um crescimento de 4,4 pontos percentuais para 29,7%. Segue-se a Iberdrola (22,7%) e a EDP (21,4%). Nos outros dois segmentos a EDP continua a liderar: nos pequenos negócios (42,8% de quota de mercado em termos de consumo) e nos clientes domésticos (79,8%).

Olhando para o mercado total em termos de clientes, a EDP lidera com uma quota de mercado de 84%, seguida da Galp com 5%, da Endesa com 4% e da Iberdrola com 2%.

A EDP também lidera o mercado em termos de consumo, com uma quota de 44%, seguida da Endesa com 18%, da Iberdrola com 16% e da Galp com 8%.

O mercado liberalizado de electricidade atingiu os 4,85 milhões de clientes em Maio, mais 6,8% face ao período homólogo. Já o consumo recuou 3,8% face a Maio do ano passado, atingindo os 41.279 gigawatts. O consumo no mercado livre representou cerca de 92,5% do consumo total em Portugal Continental.

A quase totalidade dos grandes consumidores já está no mercado livre, enquanto a percentagem de clientes domésticos aumenta de forma gradual. Em Maio, os consumidores domésticos no mercado livre representaram 83% do consumo total deste segmento, face aos 78% registados no mês homológo.



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mais votado Anónimo Há 4 dias

O excedentarismo acarreta custos enormes para a economia, os consumidores, os inovadores, os contribuintes, os accionistas, os investidores... Em jurisdições e culturas de gestão onde o despedimento de excedentários é tema tabu, a dependência, o atraso, a injustiça e o empobrecimento proliferam. Assim foi, e ainda é maioritariamente, Portugal. "...the decision is in Duke Energy's effort to stay lean and efficient for its customers." www.wfmynews2.com/news/duke-energy-to-cut-900-jobs-to-lower-costs-for-customers/69744244

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

Os grandes consumidores importam a energia pois não estão na disposição de continuar a alimentar os chulos cá do sitio. Esse é o exemplo que os municípios deviam seguir mas estão-se marimbando para o pagode e, nalguns casos, até parecem amantizados com o parasitário sistema.

Anónimo Há 4 dias

Em França, e mesmo tendo o Estado francês como maior accionista com cerca de 85% das acções da empresa, a maior companhia de electricidade, cotada na bolsa de valores onde dispersou parte do seu capital, está orientada para o mercado livre, aberto e concorrencial, despede 5100 excedentários, gera lucros impressionantes, distribui dividendos notáveis aos accionistas, e vende uma das electricidades mais baratas de toda a União Europeia. Em Portugal, a congénere, anti-mercado, mal gerida, sem qualquer consideração pelos clientes e pelos accionistas, nem tão pouco pelas autoridades reguladoras e económicas que capturou há muito porque o Estado português deixa-se sempre capturar por nefastos e obscuros interesses, negoceia os despojos do mercado que matou à nascença e se habituou a roubar. Em Portugal nacionalizar é nacionalizar o excedentarismo e a má gestão anti-mercado. "EDF plans up to 5,100 job cuts in France: source" http://www.reuters.com/article/us-edf-layoffs-idUSKBN15G4AL

Anónimo Há 4 dias

O excedentarismo acarreta custos enormes para a economia, os consumidores, os inovadores, os contribuintes, os accionistas, os investidores... Em jurisdições e culturas de gestão onde o despedimento de excedentários é tema tabu, a dependência, o atraso, a injustiça e o empobrecimento proliferam. Assim foi, e ainda é maioritariamente, Portugal. "...the decision is in Duke Energy's effort to stay lean and efficient for its customers." www.wfmynews2.com/news/duke-energy-to-cut-900-jobs-to-lower-costs-for-customers/69744244

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