Energia Endesa: Vendas de electricidade em Portugal recuam 6%

Endesa: Vendas de electricidade em Portugal recuam 6%

Em termos financeiros, os lucros da eléctrica subiram 8% para 1.305 milhões de euros até Setembro face a 2015.
Endesa: Vendas de electricidade em Portugal recuam 6%
Bloomberg
André Cabrita-Mendes 08 de Novembro de 2016 às 10:16
A eléctrica espanhola vendeu menos 6% de electricidade em Portugal nos primeiros nove meses de 2016 face ao ano anterior. A Endesa vendeu assim um total de 5.465 gigawatts hora (GWh) de electricidade até final de Setembro.

No global, as vendas de electricidade da companhia, detida na sua maioria pela italiana Enel, cresceram 1% para 76,004 GWh, sustentada pelo crescimento de 7% nas vendas a cliente industriais. Por outro lado, as vendas no mercado regulado em Espanha recuaram 8%, segundo os dados trimestrais divulgados esta terça-feira, 8 de Novembro.

Olhando para a electricidade gerada, a produção total recuou 10% para 50.406 GWh. A pesar nesta queda, está a descida de 32% da produção térmica na Península Ibérica, onde se incluiem as participações da Endesa em duas centrais em Portugal - carvão e de ciclo combinado, carvão e gás.

Em termos de resultados financeiros, os lucros da eléctrica subiram 8% para 1.305 milhões de euros até Setembro face a 2015, impactado pelo recuo de 22% dos impostos e por uma melhoria de 4% no resultado operacional. Nos primeiros nove meses, os custos fixos também recuaram 3%. Já a margem unitária gerada com a venda de electricidade pela Endesa cresceu 10% para 23,2 euros por MWh face a período homólogo.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) avançaram 4% para 2.869 milhões de euros.

"A força e fiabilidade da empresa nos resultados até Setembro, permitem antecipar que a Endesa vai cumprir com os compromissos assumidos com os seus investidores no seu plano estratégico", disse em comunicado o presidente executivo da eléctrica José Bogas.

"Este resultado foi alcançado graças à estratégia de gestão do negócio, em que foi alcançado um aumento de 16% na margem do negócio liberalizado, à estabilidade do negócio regulado e à eficácia dos planos de contenção de custos", completou.



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub