Empresas Eni regista prejuízos de 379 milhões de euros

Eni regista prejuízos de 379 milhões de euros

É mais uma petrolífera penalizada pela queda dos preços do petróleo. A maior produtora italiana registou um prejuízo trimestral de 379 milhões de euros e "falhou" as previsões dos analistas.
Eni regista prejuízos de 379 milhões de euros
Bloomberg
A petrolífera italiana Eni, que chegou a deter 33,34% da Galp Energia, revelou esta sexta-feira, 26 de Fevereiro, que registou prejuízos de 379 milhões de euros no último trimestre de 2015. Este valor compara com os lucros de 250 milhões alcançados um ano antes e com os 225 milhões previstos pelos analistas contactados pela agência Bloomberg. 

A Eni, à semelhança de outras petrolíferas, como a Exxon Mobil ou a BP, foi penalizada pela forte queda dos preços do petróleo. O CEO Claudio Descalzi (na foto) garante que a empresa está a tentar "melhorar a sua organização para competir num ambiente de baixos preços da energia". "Vamos manter o processo de transformação de forma a tornar o grupo mais forte e mais capaz de operar em condições externas difíceis", acrescentou o responsável.  

Após uma relação de 10 anos, a Eni abandonou o capital da Galp Energia no passado mês de Novembro. A saída do capital da petrolífera portuguesa teve lugar "através de várias transacções realizadas desde 2012, por um preço total de 3.283 milhões de euros". 

Em 2005, um ano antes de a Galp entrar na bolsa de Lisboa, os seus principais accionistas assinaram um acordo parassocial que colocou no papel as relações de poder na empresa, após a entrada da Amorim Energia na petrolífera. 

O acordo estabelecia que a Amorim Energia e a Eni manteriam as suas participações inalteradas durante cinco anos (com 33,34% cada um). O acordo expirou no final de 2010 e dois anos depois a Amorim Energia (agora com 38,34% do capital) e a Eni chegavam a acordo para a energética italiana anunciar o processo de saída da petrolífera portuguesa.

Uma das maiores operações de venda de capital da Galp pela Eni teve lugar em Maio de 2013, quando a italiana angariou 678 milhões de euros com a venda de 6,7% do capital.




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