Telecomunicações Ericsson anuncia prejuízos pela primeira vez em quase quatro anos

Ericsson anuncia prejuízos pela primeira vez em quase quatro anos

A fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações fechou o terceiro trimestre com prejuízos de cerca de 24 milhões de euros, quase o dobro do previsto pelos analistas.
Ericsson anuncia prejuízos pela primeira vez em quase quatro anos
Reuters Stig-Ake Jonsson
Rita Faria 21 de Outubro de 2016 às 07:54

A Ericsson anunciou esta sexta-feira, 21 de Outubro, que fechou o terceiro trimestre deste ano com prejuízos de 233 milhões de coroas suecas (cerca de 24 milhões de euros), mais do dobro do esperado pelos analistas, que apontavam para 112 milhões de coroas. Esta é a primeira vez em quase quatro anos que a fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações apresenta contas negativas.

Já na semana passada a Ericsson surpreendeu os analistas ao reportar uma queda de 14% nas vendas do terceiro trimestre – a maior descida desde 2003 - e ao avisar que os resultados do conjunto do ano seriam "significativamente" inferiores ao estimado.

A empresa, que já tem em marcha um programa de cortes avaliado em nove mil milhões de coroas suecas (mais de 900 milhões de euros) por ano até 2017, admite agora implementar mais medidas, no curto prazo, para reduzir custos. 

"As tendências negativas da indústria observadas no primeiro semestre de 2016 aceleraram", admitiu o CEO, Jan Frykhammar, num comunicado citado pela Bloomberg. "Vamos implementar novas medidas de curto prazo, principalmente para reduzir o custo das vendas, a fim de adaptar as nossas operações ao enfraquecimento da procura de banda larga móvel". 

Jan Frykhammar, CFO da Ericsson, ocupa o cargo de CEO desde Julho, altura em que substituiu Hans Vestberg. No entanto, já garantiu que não pretende manter-se na liderança da empresa de forma permanente.


A decisão de substituir o CEO foi anunciada depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, período em que os lucros da empresa desceram 24%.

A Ericsson anunciou no mês passado que vai reduzir a produção nas cidades de Boraas e Kumla para se concentrar no desenvolvimento de software. Uma decisão que conduz à eliminação de três mil postos de trabalho na Suécia, um quinto da sua força de trabalho naquele país




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