Banca & Finanças Espanha admite perdas de 40.000 milhões de dinheiro público injectado na banca

Espanha admite perdas de 40.000 milhões de dinheiro público injectado na banca

O Banco de Espanha evita falar em perdas potenciais porque o valor final só será apurado aquando da venda de todos os activos. Mas, no pior dos cenários, mais de 70% do valor injectado pode nunca voltar aos cofres do Estado.
Espanha admite perdas de 40.000 milhões de dinheiro público injectado na banca
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 07 de setembro de 2017 às 11:21
Até ao momento, dos 54.353 milhões de euros de ajudas a que o sector bancário espanhol recorreu desde 2009, o Estado só recuperou 3.873 milhões e o valor potencial de recuperação total está agora em 14.275 milhões de euros.

Ou seja, segundo os dados do Banco de Espanha relativos a 31 de Dezembro de 2016 e esta quinta-feira, 7 de Setembro, divulgados em comunicado citado pelo jornal El País, os contribuintes do país vizinho arriscam-se a ver dados como perdidos 40.078 milhões de euros.

Em causa está o valor injectado em 14 entidades desde 2009 pelo FROB (Fondo de Reestructuración Ordenada Bancaria, ou Fundo de Reestruturação Ordenada da Banca). Até ao momento, desses 54.353 milhões de euros apenas 3.873 milhões foram efectivamente recuperados, apontando-se a possibilidade de mais 10.402 milhões virem a sê-lo, o que corresponde aos 14.275 milhões de recuperação potencial.

O valor reposto até ao momento nos cofres do Estado é, ainda assim, mais reduzido se forem tidos em conta os dois mecanismos de apoio ao sector financeiro - além do FROB, também o fundo de garantia de depósitos, financiado pela banca.

No total, a estes dois mecanismos a banca foi buscar 64.098 milhões de euros e só recuperou 4.546 milhões, podendo estar perdidos 49.150 milhões de euros.

Contudo, estes são sempre valores potenciais de perdas, já que o Banco de Espanha, liderado por Luis Linde (na foto) sublinha que "o cálculo definitivo destas contribuições líquidas não pode ser feito até a liquidação final de todos os activos."

É o caso, por exemplo, da venda das participações no BFA (Bankia) e BMN, e a amortização das obrigações contingentes convertíveis (CoCos) no Banco CEISS, que já rendeu entretanto 604 milhões de euros. Somado, o valor conduz aos 10.402 milhões que o Banco de Espanha ainda conta recuperar.



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comentários mais recentes
Pierre Ghost Há 2 semanas

Seus acéfalos...não comentem o que não sabem !!
Os espanhois não são como os tugas!!!
Já ouviram falar nas "TARGETAS BLACK ??"...no senhor "RATO ??"...em "LUIS BARCENAS ??"...no caso dos " ERTES DE ANDALUCIA ?"...então leiam e depois comentem sobre quem deixa os corruptos á solta !!!

Anónimo Há 2 semanas

Dinheiro esse que deve estar distribuído por alguns bolsos. E ninguém vai preso para o resto da vida, quando arruinaram muita gente? 40000000€ é muito dinheiro, mesmo dividido por cada espanhol.

fcj Há 2 semanas

Quem se vai livrar de pagar o calote da democracia económica da roubalheira é a Catalunha!!! Força Barcelona!!!

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