Banca & Finanças Espanha atira para Bruxelas indemnizações a lesados do Popular

Espanha atira para Bruxelas indemnizações a lesados do Popular

O ministro da Economia espanhol acredita que o país se limitou a cumprir a legislação comunitária na resolução do Popular. Se alguém tem que pagar eventuais indemnizações a accionistas e credores é Bruxelas.
Espanha atira para Bruxelas indemnizações a lesados do Popular
Wilson Ledo 11 de julho de 2017 às 10:01

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, defendeu esta segunda-feira, 10 de Julho, que caberá a Bruxelas o eventual pagamento de indemnizações a accionistas e credores do banco Popular que recorram a tribunal.

"As decisões do FROB [fundo que liquidou o Popular] foram tomadas em nome do Conselho Único de Resolução", afirmou. Espanha acredita assim que se limitou a aplicar as regras comunitárias e que, em caso de litígio, caberá à União Europeia pagar as indemnizações, tendo em conta que os lesados avançaram para uma batalha legal.


O ministro garantiu ainda que "o contribuinte espanhol não pagará um euro pelo Popular". "Aplicaram-se as regras, preservou-se a estabilidade financeira e não houve nenhuma injecção de dinheiro público", acrescentou no Eurogrupo.


Visão diferente tem Bruxelas, numa fonte citada pelo El País. "Os afectados podem agir contra o mecanismo de resolução, que desenhou o plano de liquidação, ou contra o Frob, que o aplicou, ou contra a equipa de gestão do banco", explicou.


O Popular foi vendido ao Santander por um euro, como parte de uma medida de resolução no início de Junho. O regime pretende minimizar o uso de dinheiros públicos nas soluções encontradas para os problemas bancários.


No quadro da União Bancária, é ao Conselho Único de Supervisão que cabe este tipo de decisões. Até ao final de 2015, as autoridades de resolução responsáveis eram as nacionais.


Por isso mesmo, a mão foi do Banco de Portugal nas duas medidas de resolução aplicadas no país, que não deixaram de envolver dinheiros públicos: o Banco Espírito Santo (BES) e o Banif.


Enquanto o BES foi dividido em "banco bom" [o Novo Banco] e "banco mau" [mantendo o nome e reunindo activos considerados tóxicos], o Banif acabou por ser comprado pelo Santander Totta.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

Muito melhor do que fizeram em Portugal, mas em Portugal não existem empresas da envergadura de um Santander, organização muito bem estruturada pois está assente sobre os princípios de gestão lean onde a boa gestão de recursos humanos não é descurada. Perguntem ao Horta Osório, o mata sindicalistas, terror dos excedentários da banca por esse mundo fora.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

O povo espanhol disse: "Não tenho rendimentos para sustentar as vossas vidas vividas acima das vossas possibilidades. Desinchem."

Anónimo Há 1 semana

Pelo menos estes aqui foram mais sérios e competentes do que os portugueses e reestruturaram despedindo os excedentários da banca de retalho resgatada e virando-se para a banca de investimento, o capital de risco, a gestão de investimentos, o private equity, as fintech, etc. Em Portugal os resgates e ajudas à banca tiveram muito maiores custos de oportunidade e nem sequer resolveram o problema da banca de retalho porque sem reestruturação e subsequente transformação ele irá voltar.

Pierre Ghost Há 1 semana

Aprende como se faz o BOSTA !!!
Os xuxas nao fazem isto...pois desta maneira nao ganham votos.
Preferem compra-los com o dinheiro de todos!!!
Que vontade que eu tenho de os empalar !!!!

Anónimo Há 1 semana

Muito melhor do que fizeram em Portugal, mas em Portugal não existem empresas da envergadura de um Santander, organização muito bem estruturada pois está assente sobre os princípios de gestão lean onde a boa gestão de recursos humanos não é descurada. Perguntem ao Horta Osório, o mata sindicalistas, terror dos excedentários da banca por esse mundo fora.

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