Banca & Finanças Espanha fica com menos um banco após Bankia absorver BMN  

Espanha fica com menos um banco após Bankia absorver BMN  

A fusão entre os bancos controlados pelo Estado espanhol estava já prevista e vai agora avançar, numa operação que representará um prejuízo de mais de mil milhões de euros para os contribuintes.  
Espanha fica com menos um banco após Bankia absorver BMN  
Nuno Carregueiro 27 de junho de 2017 às 08:42

Depois de o Santander ter fechado a compra do Popular, agora é a vez de o Bankia absorver o Banco Mare Nostrum (BMN), uma operação já aguardada e que vai resultar em prejuízos para os contribuintes espanhóis.

 

Os conselhos de administração do Bankia e do BMN fecharam ontem os termos da fusão entre as duas instituições, com esta última a ficar avaliada em 825 milhões de euros.

 

Os accionistas do BMN vão ficar com 6,67% do capital da nova instituição, sendo que ao Estado espanhol caberá uma posição avaliada em 536 milhões de euros. Um valor que representa menos de um terço dos 1.645 milhões de euros que o Estado espanhol injectou nesta instituição financeira, quando em 2012 aplicou mais de 40 mil milhões de euros numa série de bancos espanhóis com recurso a fundos europeus.

 

O Bankia, que agora absorve o BMN, foi um dos que mais fundos públicos recebeu na altura: 22 mil milhões de euros. O Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (Frob), veículo criado por Madrid para apoiar o sector, controla 65% do capital do Bankia e também do BMN.

 

O objectivo do Estado espanhol passa por vender acções do banco que resultar da fusão, com o objectivo de recuperar parte do dinheiro que injectou nas duas instituições.  Um relatório recente do Banco de Espanha dá por perdida grande parte do dinheiro que o Estado espanhol injectou na banca do país desde 2008.

 

O BMN, que resultou da fusão de diversas "cajas" espanholas (Murcia, Granada e Penedès), tinha com presidente do conselho de administração o actual ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos.

 




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mais votado Anónimo 27.06.2017

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não fazem diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

comentários mais recentes
Anónimo 27.06.2017

Se a proibição do despedimento no sector da banca de retalho portuguesa não me fosse descaradamente ao bolso, eu até deixava passar. O problema é que foi, vai e continuará a ir se ninguém se opuser. É muito dinheiro em comissões e impostos que me custam muito a ganhar e a poupar. Too big to fail tem de acabar. Reduzam-se à vossa insignificância. Não se façam maiores do que aquilo que conseguem ser. Desalavanquem. Desinchem. Façam como quiserem. Parem de querer fazer de toda a gente escravos do sector bancário de retalho e seus sindicatos. Para esclavagista já nos bastava a Frente Comum e o KKK.

Anónimo 27.06.2017

O Jornal de Negócios, enquanto órgão de informação económica com notabilidade a nível nacional, que insista na pedagogia e no esclarecimento cabal em relação ás inevitáveis transformações urgentes que se impõem nas economias mais avançadas, às quais a portuguesa, por mais capturada e mal orientada que se afigure, não estará imune se quiser permanecer no chamado Primeiro Mundo. Na Holanda as organizações não dão guarida ao excedentarismo sindicalizado de carreira que atrasa o mais económico e eficiente progresso tecnológico, obstaculiza a justiça social, impede a sustentabilidade do Estado e enfraquece a economia por via do entorpecimento do empreendedorismo, do investimento reprodutivo e da capacidade de inovação. "Fewer people and more technology – that is the plan just announced by ING. The largest financial services company in the Netherlands is getting rid of 7,000 positions." http://www.euronews.com/2016/10/03/netherlands-bank-ing-to-cut-7000-jobs-in-digital-quest

Anónimo 27.06.2017

O problema subjacente à crise de equidade e sustentabilidade é o facto de se andar a dar dinheiro a mais a muita gente que não só não cria valor algum, como por acréscimo não fazem diligentemente outra coisa para além de extrair valor do Estado, da economia e da sociedade. Podem mudar as regras e conceder as ajudas todas que quiserem junto à banca de retalho e ao sector público, mas enquanto não entenderem isto a crise persistirá e terá sempre tendência a se agravar.

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