Energia Espanhola Elecnor ganha contrato de 78 milhões para construir centrais de biomassa em Portugal

Espanhola Elecnor ganha contrato de 78 milhões para construir centrais de biomassa em Portugal

A empresa espanhola vai ficar responsável pela construção das duas centrais localizadas em Viseu e no Fundão.
Espanhola Elecnor ganha contrato de 78 milhões para construir centrais de biomassa em Portugal
André Cabrita-Mendes 21 de junho de 2017 às 09:27
A Elecnor vai construir duas centrais de biomassa em Portugal. A empresa espanhola ganhou um contrato de 78 milhões de euros para construir as centrais localizadas em Viseu e no Fundão.

A companhia vai ficar responsável pelo desenho, engenharia, equipamentos, construção e entrada em operação das duas centrais, anunciou a empresa na terça-feira em comunicado.

Os promotores das duas centrais são o Marguerite Fund, um fundo de investimento pan-europeu que actua como catalisador para investimentos em energias renováveis, e a FPT - Energia e Ambiente. As centrais de biomassa vão consumir combustível vegetal, como resíduos florestais ou agrícolas, para produzir energia eléctrica, e vão ficar operacionais no espaço de 24 meses.

O Marguerite Fund vai financiar os projectos em 105 milhões de euros que contam com investidores como o Banco Europeu de Investimento, Caisse des Dépôts et Consignations, Cassa Depositi e Prestiti, Instituto de Crédito Oficial, Kreditanstalt für Wiederaufbau e PKO Bank Polski.

As duas centrais vão ter uma potência instalada de 15 megawatts cada uma. Após os concursos públicos lançados em 2006, o licenciamento das centrais foi aprovado pelo Governo em Julho de 2016.

A construção das duas centrais vai levar à criação de 60 postos de trabalho diretos e 320 indirectos, a tempo inteiro, conforme já anunciou o Governo.

"Estes projetos inserem-se no quadro dos objetivos nacionais e comunitários para a área das energias renováveis e das políticas climáticas, estimulando a criação de emprego e o desenvolvimento regional, contribuindo igualmente para a prevenção de incêndios florestais e para a promoção da atividade florestal em Portugal", disse a secretaria de Estado da Energia em comunicado quando licenciou os projectos em 2016.



A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 21.06.2017

Projectos parados há mais de 10 anos.
Agora aparecem notícias a tentar dar uma boa imagem do governo face ao sucedido.
Mais do mesmo. Tentar limpar a imagem. Nada de novo!

Jose Otto 21.06.2017

Claro que tinham de ser os Espanhois a tomarem a iniciativa da limpeza das florestas e aproveitar o "maná" do aproveitamento dos resíduos . Porque está na cara :a resolução do problema dos incêndios e ,em parte ,do desemprego está na rentabilização da utilização dos resíduos florestais .

Anónimo 21.06.2017

Espanha agradece. Assim o meu IRPF descerá mais depressa. Obrigado Portugal. E desta vez paguem o aluguer e a manutenção dos avioes que vos emprestámos para apagar os vossos fogos.

pub
pub
pub
pub