Banca & Finanças Estado emprestou 20 mil milhões aos bancos e recuperou 6 mil milhões

Estado emprestou 20 mil milhões aos bancos e recuperou 6 mil milhões

O saldo dos fluxos financeiros entre o Estado e as instituições financeiras é negativo para o primeiro: perdas de 14 mil milhões de euros. Ou, olhando para o peso na economia, 8% do PIB foi para a banca entre 2008 e 2015. Sem contar a injecção a fazer na CGD.
Estado emprestou 20 mil milhões aos bancos e recuperou 6 mil milhões
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 20 de dezembro de 2016 às 19:06

O Estado português emprestou 20 mil milhões de euros aos bancos portugueses entre 2008 e 2015. As receitas obtidas pelos apoios prestados ao sector financeiro ascenderam a 6 mil milhões no mesmo período. Reduzindo: por cada 10 euros que o Estado emprestou ao sector financeiro conseguiu recuperar 3 euros.

 

Estes são os valores divulgados pelo Tribunal de Contas no Parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2015: "o esforço financeiro resultante das intervenções públicas, destinadas a poiar o sistema financeiro nacional no seguimento da crise financeira internacional, iniciada em 2007, constituiu um encargo elevado para o erário público num contexto de finanças públicas deficitárias".

 

O saldo final dos fluxos entre o Estado e os bancos nacionais fixou-se em 14,3 mil milhões de euros. É 8% do produto interno bruto nacional. Resulta das despesas de 20,4 mil milhões e das receitas de 6 mil milhões. Nas despesas inclui-se por exemplo a capitalização do Novo Banco, a resolução do Banif e as ajudas públicas através dos instrumentos híbridos chamados CoCos. Nas receitas, o que obteve com as devoluções destes investimentos.

 

Para o saldo de todo o período, o BES é o banco que mais pesa (4,7 mil milhões), seguido do nacionalizado do BPN (3,2 mil milhões). A CGD é responsável por um saldo negativo para o Estado de 3 mil milhões de euros entre 2008 e 2009 mas ainda sem contabilizar o aumento de capital que envolve a injecção de 2,7 mil milhões de euros em dinheiro fresco (que vai ocorrer em 2017).

 

Especificamente em 2015, o saldo negativo é de 2,5 mil milhões de euros, 3,4% do produto interno bruto. O Banif foi o grande responsável. 




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado soros-bq 20.12.2016

Enquanto deu lucro foi dos gestores e dos accionistas... quando foi ao fundo, PAGA ZÉ!!!

comentários mais recentes
Vigaristas 21.12.2016

Este esquema para manter os salários chorudos dos gestores faz de Portugal um dos países mais corruptos que existem aumentando assim a pobreza do povo. Depois dizem que a culpa é da Merkel.

Anónimo 20.12.2016

Jornal de Notícias: "O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social só suporta pensões por 14 meses, concluiu, esta terça-feira, o Tribunal de Contas".

soros-bq 20.12.2016

Enquanto deu lucro foi dos gestores e dos accionistas... quando foi ao fundo, PAGA ZÉ!!!

pub
pub
pub
pub