Empresas Estado injectou 65 milhões de euros na dona do Alqueva em 2017

Estado injectou 65 milhões de euros na dona do Alqueva em 2017

A empresa realizou quatro aumentos de capital subscritos pelo Estado em 2017, o último dos quais em Dezembro, no valor de 34 milhões de euros.
Estado injectou 65 milhões de euros na dona do Alqueva em 2017
Rita Faria 22 de janeiro de 2018 às 16:28

A EDIA, empresa que gere a barragem do Alqueva, recebeu quatro injecções do Estado no ano passado, que totalizaram praticamente 65 milhões de euros (64.960.330 euros).

A última, realizada em Dezembro, foi divulgada esta segunda-feira, 22 de Janeiro, num comunicado emitido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O montante supera a soma dos três aumentos de capital anteriores.

No comunicado, a EDIA informa que, no dia 11 de Dezembro de 2017, foi aprovado "por deliberação social unânime" aumentar o capital social da empresa em 34.052.340,00 euros, através da emissão de "6.810.468 de acções nominativas, no valor de 5 euros cada, a subscrever e realizar pelo accionista Estado Português".

Este foi o quarto aumento de capital subscrito pelo Estado português em 2017, depois das injecções de 13,9 milhões, 8,3 milhões e 8,7 milhões realizadas ao longo do ano.

Já em 2016, o Estado procedeu a cinco aumentos de capital, que resultaram num reforço de 56,36 milhões de euros.

"Em 2016 a principal fonte de financiamento da EDIA foram os aumentos de capital. O accionista Estado no seguimento da política de financiamento adoptada, atribuiu à empresa os capitais necessários para suprir as necessidades do serviço da dívida (reembolsos e juros), e ainda um aumento de capital de 11.126.161 euros para a conclusão dos investimentos uma vez que, por calendarização dos programas de financiamento comunitário (POVT e Inalentejo), os investimentos remanescentes do ano de 2016 tiveram de ser praticamente financiados por fundos próprios," lê-se no relatório e contas de 2016.




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comentários mais recentes
Estão a engordar o peru 22.01.2018

Estão a engordar o peru para depois o entregarem a custo zero a um copincha

estouapau 22.01.2018

É SÓ MAMAR!

Henrique Costa 22.01.2018

Um amigo meu do Ministério da Agricultura, há pouco dizia-me: "para o Capoulas, só existe o Alqueva". Eu fiquei espantado tanto mais por saber que só o Baixo Mondego movimenta muito dinheiro em agricultura quando comparado com todo o Alentejo, não acreditei. Estava muito enganado!!!