Transportes Estado já injectou 880 milhões de euros na Infraestruturas de Portugal este ano

Estado já injectou 880 milhões de euros na Infraestruturas de Portugal este ano

O Governo autorizou um novo aumento de capital de 180 milhões na empresa que resultou da junção da Estradas de Portugal e da Refer. O dinheiro do Estado tem servido para cobrir investimentos e redução da dívida.
Estado já injectou 880 milhões de euros na Infraestruturas de Portugal este ano
Pedro Elias
Diogo Cavaleiro 30 de novembro de 2017 às 19:40

880 milhões de euros: é este o valor que o Estado gastou, em 2017, na capitalização da Infraestruturas de Portugal. O último reforço de capital ocorreu este mês, revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"O Estado Português deliberou o aumento do capital em numerário no montante 180.000.000 euros, através da emissão de 36.000 novas acções, no valor nominal de 5.000 euros", assinala a referida nota.

 

Não é avançado o motivo para a operação, mas não é a primeira este ano. Já houve três aumentos de capital este ano, num valor global de 700 milhões de euros. Valores que se juntam à injecção de 950 milhões, em 2016, e de 540 milhões, um ano antes.

 

Contudo, segundo o relatório e contas da empresa que agregou os activos e passivos da Estradas de Portugal e da Refer, o valor global orçamentado para aumentos de capital ascendia, este ano, a 1,8 mil milhões de euros (mil milhões em numerário e 712 milhões por conversão de serviço da dívida referente aos empréstimos do Estado, número depois revisto em alta para 4,1 mil milhões).

 

A dívida da Infraestruturas de Portugal, liderada por António Laranjo (na foto), é de 8,1 mil milhões de euros, de acordo com relatório e contas do primeiro semestre. Os valores de reforço de capital têm servido para cobrir necessidades de financiamento da empresa: ora para satisfazer o endividamento, ora para investimento, incluindo parcerias público-privadas.

 

Segundo concluiu a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a Infraestruturas de Portugal vai ser a empresa que mais pesará no défice do próximo ano, com a previsão de injecção de 1,1 mil milhões de euros para obras e para pagar despesas com concessões anteriores.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

É fundamental que as sociedades, por causa das pessoas de todas as idades e por uma questão da mais elementar humanidade, tenham um sistema público de segurança social implementado e sempre em vigor. Esse sistema público de segurança social não pode é chamar-se direcção regional, administração regional, delegação regional, centro hospitalar, repartição de finanças, junta de freguesia, câmara municipal, escola secundária, faculdade, serviços municipalizados de transportes urbanos, sociedade de transportes colectivos, Infraestruturas de Portugal, Águas de Portugal, CP, Carris, BdP, Novo Banco ou Caixa Geral de Depósitos. E isto é o que as esquerdas portuguesas, incluindo muitos centristas cata-vento e pseudo-direitolas, não compreendem.

comentários mais recentes
pertinaz Há 2 semanas

SORVEDOURO DE AJUSTES DIRECTOS...!!!

Invicta Há 2 semanas

Assim se vai o dinheiro. Se ainda fossem só estes, mas são tantos a mamar na mesma teta...

Tereza economista Há 2 semanas

Já se esqueceram que o Sr Laranjo foi o gastador do 2004, milhões e milhões para a rua. Mas continua a gastar o dinheiro dos contribuintes á grande.

Gestores de feijões Há 2 semanas

São tudo grandes Gestores que gerem feijões à custa do contribuinte

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