Banca & Finanças Estado sobe preço de venda do Efisa a meio do concurso

Estado sobe preço de venda do Efisa a meio do concurso

A Parparticipadas alterou o preço-base do Banco Efisa. Essa é uma das alterações do procedimento, que sofreu um adiamento de prazo por 17 dias, até ao final do mês.
Estado sobe preço de venda do Efisa a meio do concurso
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 09 de fevereiro de 2018 às 16:37

O Estado decidiu alterar o preço-base para a venda do Banco Efisa, o banco de investimento que pertencia ao nacionalizado BPN. A subida do preço, face aos 20,9 milhões de euros iniciais, levou a um adiamento do prazo para a entrega de propostas de interesse.

 

A informação foi avançada inicialmente pelo Jornal Económico, sendo que também o Negócios confirmou a indicação junto de fonte próxima do processo. Não há confirmação oficial, já que não foi ainda possível obter resposta da Parparticipadas, sociedade estatal que herdou as participações que o Banco Português de Negócios tinha em várias entidades, incluindo no Efisa.

 

O Ministério das Finanças, que tem a tutela das "holdings" herdeiras do BPN, também não esclarece: "qualquer questão relacionada com o processo propriamente dito deverá ser esclarecida junto da Parparticipadas".

 

O Governo deu autorização à alienação do Efisa (a alternativa era a liquidação) em Setembro passado, sendo que o concurso foi lançado em Janeiro. Na altura, o prazo era de 20 dias, mas esta sexta-feira houve novo adiamento: um aviso de prorrogação do concurso por mais 17 dias, até ao final do mês. Até à terceira semana de Março as propostas preliminares terão de ser apresentadas, sendo que é em Abril que terão de chegar as propostas finais no concurso assessorado pela KPMG.

 

Este é o segundo procedimento de venda do Efisa nos últimos dois anos, depois do primeiro ter sido cancelado. O contrato de compra e venda com a Pivot, sociedade da Aethel (Ricardo Santos Silva e Aba Schubert) e que contava com parceiros como Miguel Relvas, foi assinado em Outubro de 2015, mas a luz verde do Banco Central Europeu e do Banco de Portugal nunca chegou no prazo definido. A operação foi, por isso, abortada no final de Março do ano passado.    




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