Transportes Estado sujeito a pagar indemnizações por atrasar inspecção a motos

Estado sujeito a pagar indemnizações por atrasar inspecção a motos

O atraso do arranque do processo das inspecções periódicas obrigatórias a motociclos com mais de 250 centímetros cúbicos pode levar o Estado a ter de avançar com indemnizações aos centros de inspecção, conta o Público.
Estado sujeito a pagar indemnizações por atrasar inspecção a motos
Lisi Niesner/Bloomberg
Negócios 13 de março de 2017 às 09:30

O Estado poderá ter de indemnizar os cerca de 150 centros de inspecção que foram obrigados a investir na adaptação das suas instalações para as novas inspecções a motociclos com mais de 250 centímetros cúbicos, conta o Público na edição desta segunda-feira, 13 de Março.

Em causa, segundo o mesmo jornal, está o facto de a maioria dos centros de inspecção já estarem aptos há mais de cinco meses para avançar com a nova obrigação que ainda não saiu do papel. No total, os centros de inspecção terão investido 30 milhões de euros na adaptação das instalações e em novos equipamentos mas os diplomas necessários para avançar com as novas avaliações ainda não foram publicados.

No início do ano o Governo garantiu ao Negócios que as inspecções periódicas obrigatórias a motociclos com mais de 250 centímetros cúbicos vão arrancar em 2017, atribuindo a "atrasos na adaptação dos centros" o facto de não terem ainda avançado. Uma explicação que a Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel (ANCIA) recusa, reclamando, por seu lado, que o Executivo publique legislação em falta.

A ANCIA chegou a anunciar que as inspecções às motas teriam início em Outubro do ano passado, data que o Governo nunca assumiu.  Ao Negócios, fonte oficial do Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas explicou que a medida será regulada por portaria, "ainda sem data para publicação".

A obrigatoriedade da realização de inspecções periódicas será estendida a motociclos, triciclos e quadriciclos com mais de 250 centímetros cúbicos, prevista na lei desde 2012, corresponde a um universo de 80 mil veículos.


A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
carlos_rocha14 13.03.2017

Inspecções ou mais uma taxa a extorquir aos cidadãos para engordar o lóbie poderoso dos Centros de inspecção Automovel ....e o governo parece que vai ceder à força deste lóbie!.....Porque não publicam os países da UE onde tambem se faz esta Inspecção, ou estamos a inventar mais uma vez....

Quinta da Bicuda 13.03.2017

Isto não se justifica! Quando já se viu uma caça À MASSA! TÃO VERGONHOSA. Uma mota não é um carro, tem segurança, não polui. Isto é incentivar ainda mais a vinda de carros para as cidades! Tenham juizo. Vão buscar dinheiro as ofshores! ao BES ao Socrates ao Vara!,etc.

Anónimo 13.03.2017

1. Não há argumento que sustente as inspecções aos motociclos para além o financeiro.
2. Não há argumento técnico que sustente a limitação das inspecções apenas veículos com cilindrada acima de 250 cc. É simplesmente absurdo e a imporem-se inpecções teriam que ser a todo os veículos motorizados.

JC 13.03.2017

Deviam era fazer inspecções às motas e motoretas que andam por todo o lado com escapes rotos ou transformados a fazer ruído insuportável, para uns tipos palermas fazerem de conta que são pilotos de competição !!!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub