Energia Estado teve de pagar 885 milhões e aumentou a sua participação na Galp

Estado teve de pagar 885 milhões e aumentou a sua participação na Galp

A emissão de obrigações chegou ao fim e a maioria dos investidores optou por receber dinheiro em vez de acções, com o Estado a ter de pagar 885 milhões e ficar com uma posição de 7,48%, avança o Público.
Estado teve de pagar 885 milhões e aumentou a sua participação na Galp
Galp
Negócios 18 de outubro de 2017 às 09:10
O Estado aumentou a sua participação na Galp, mantendo-se como o segundo maior accionista da petrolífera, avança o jornal Público esta quarta-feira, 18 de Setembro. Com esta operação, o Estado aumentou a sua participação de 7% para 7,48% na petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva.

No final de Setembro chegou à maturidade uma emissão de obrigações que tinha como activo subjacente acções da Galp. Como resultado, a maioria dos investidores optaram por receber dinheiro em vez de títulos, o que levou a empresa estatal Parpública a ter de desembolsar 885 milhões de euros, de forma a cumprir o que ficara estipulado com os investidores em 2010 na 5.ª fase de reprivatização da Galp.

Depois desta operação, a Parpública disse que as acções "mantém-se" na esfera estatal, com o Estado a ser o segundo maior accionista, só superado pela Amorim Energia com 33,34% do capital, que junta a família de Américo Amorim, a Sonangol e Isabel dos Santos.

A 5.ª fase de reprivatização da Galp teve lugar durante o Governo socialista de José Sócrates em 2010, o objectivo da venda deste bloco de capital da petrolífera era gerar receita de forma a reduzir a dívida pública.

A Parpública recebeu 122 milhões de euros de dividendos da Galp entre 2010 e 2016.

(Título e notícia corrigidos às 11:05: O Estado, através da Parpública, já era o segundo maior accionista da Galp)



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