Imobiliário Estrangeiros valem 92% do investimento em imóveis comerciais

Estrangeiros valem 92% do investimento em imóveis comerciais

A consultora JLL fez as contas às operações no retalho ou escritórios no arranque de 2017 e prevê "o melhor ano de sempre" neste subsector, com o volume de transacções a poder superar os dois mil milhões de euros.
Estrangeiros valem 92% do investimento em imóveis comerciais
A venda do "outlet" de Vila do Conde, fechada por 130 milhões de euros, foi o maior negócio no primeiro trimestre de 2017.
António Larguesa 05 de junho de 2017 às 14:32

O investimento em imobiliário comercial no mercado português ascendeu a 359 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano. Apesar de terem estado envolvidos em quase metade das 11 operações registadas pela JLL, os investidores nacionais representaram apenas 8% do valor total das transacções.

 

O novo relatório desta consultora especializada em imobiliário e gestão de investimento atesta que o capital estrangeiro continuou a dominar o investimento em imobiliário comercial no arranque do ano. E que os segmentos do retalho (61%) e dos escritórios (26%) mantiveram também a liderança em termos de capital investido.

 

A compra do "outlet" de Vila do Conde por parte da sociedade luxemburguesa detida pela dona do Freeport (Alcochete) – e cujo valor as partes não tinham divulgado –, foi realizada por 130 milhões de euros, indica a JLL neste documento. A operação relativa ao concorrido centro nortenho, gerido pela espanhola Neinver, acabou por ser a maior desta área nos primeiros três meses do ano.

 

Nos escritórios, o maior negócio acabou por ser a venda do Edifício Entreposto, localizado na zona oriental de Lisboa, entre o Parque das Nações e o aeroporto, por 65,5 milhões de euros. O prédio com cerca de 48 mil metros quadrados, que tinha atingido a ocupação completa em Março de 2016, foi vendido à gestora de activos londrina Signal Capital, em parceria com a portuguesa Square Asset Management.

 

À excepção dos segmentos industrial e logística, em que se mantiveram, as "yields" recuaram "em todos os sectores e zonas de mercado" – as mais baixas estão no comércio de rua em Lisboa (4,75%). "Estes níveis são, na sua maior parte, mínimos históricos em Portugal, mas ainda assim continuam a ser superiores à maioria dos mercados europeus, o que torna o nosso país um mercado muito atractivo e muito procurado", comenta Fernando Ferreira no lançamento do mais recente relatório "Portugal Market Pulse".

 

O responsável de mercados de capital da JLL fala de um arranque de ano "muito dinâmico", mesmo havendo ainda vários projectos em carteira a aguardar luz verde. E repetindo a antevisão feita em Março pela consultora Cushman & Wakefield, estima que, se a maioria dos negócios em curso forem concluídos, este será mesmo "o melhor ano de sempre" para o sector, com um volume de transacções a rondar os dois mil milhões de euros.


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Conselheiro de Trump Há 3 semanas

Isto e o efeito draghi a funcionar,mas sera este efeito q draghi procura?Este efeito nao cria emprego,este efeito e originado pela doenca bancaria acompanhada das taxas de juros zero.

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