Media Eurovisão será em Lisboa  

Eurovisão será em Lisboa  

A RTP optou por Guimarães para acolher a final do Festival da Canção, a etapa portuguesa onde se selecciona o intérprete que representa Portugal no concurso europeu.
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Wilson Ledo 25 de julho de 2017 às 18:35

A RTP escolheu Lisboa e a sala de espectáculos Meo Arena para realizar o festival Eurovisão da Canção em 2018.


As duas semi-finais terão lugar a 8 e 10 de Maio. A final está marcada para 12 de Maio.


O anúncio foi feito esta terça-feira, 25 de Julho, na sede da empresa pública de rádio e televisão, a quem cabe a organização. Isto depois de analisadas cinco cidades: Braga, Gondomar, Guimarães, Lisboa e Santa Maria da Feira.


A RTP optou ainda por Guimarães para acolher a final do Festival da Canção, a etapa portuguesa onde se selecciona o intérprete que representa Portugal no concurso europeu. A autarquia cederá "gratuitamente" o seu pavilhão multiusos.


A RTP definiu ainda que, nos próximos quatro anos, a realização desta fase será feita de uma forma itinerante. É a primeira vez em 35 anos que o Festival da Canção se realizará fora de Lisboa. A última vez tinha sido no Coliseu do Porto.


Gonçalo Reis defendeu que o Meo Arena "é uma escolha empresarial da RTP, validada pela European Broadcasting Union (EBU)", a união de canais públicos europeus responsável pela Eurovisão. O antigo Pavilhão Atlântico tem capacidade para cerca de 20 mil pessoas. A capacidade hoteleira e a proximidade foram outros motivos a justificar a decisão.

 

Como se financia a "Eurovisão mais económica dos últimos anos"?

"Há vitórias que se transformam em responsabilidades adicionais, que por sua vez geram oportunidades", considerou o presidente da RTP, Gonçalo Reis. E acrescentou: "não estamos preocupados, estamos entusiasmados".


Gonçalo Reis garantiu que esta vai ser a "Eurovisão mais económica dos últimos anos". A Câmara de Lisboa e o Turismo de Lisboa investem até cinco milhões de euros através dos fundos da taxa turística. Nessa rúbrica conta-se o aluguer do Meo Arena bem como o sistema de transportes ou a adaptação do Terreiro do Paço para ser a "vila" da Eurovisão.


À RTP, que está a negociar apoios adicionais com o Turismo de Portugal através do fundo de captação de eventos, caberá a parte técnica e de organização do evento. O presidente da televisão pública reconhece que os "requisitos [são] elevadíssimos, acima dos padrões habituais" e remete para o final do ano a apresentação do orçamento.


"Não vamos colocar pressão da Eurovisão sobre os outros serviços da RTP e muito menos dos trabalhadores", afirmou perante o tema do financiamento, que "não é fácil mas também não é o monstro que se diz por aí".


São esperadas duas semanas de eventos em Lisboa e 27 mil visitantes, entre eles 1.500 jornalistas. O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, anunciou que a cidade deverá encaixar 25 milhões de euros em receitas turísticas com este evento durante os dias da sua realização. Depois, destacou ainda a "projecção" que o mesmo terá, com uma audiência de 200 milhões de pessoas.


Portugal assegurou a realização do festival da Eurovisão em 2018 depois de Salvador Sobral ter conquistado, pela primeira vez, em Maio passado em Kiev, a vitória desta competição musical com o tema "Amar pelos Dois". A canção, composta pela irmã Luísa Sobral, atingiu o recorde de 758 pontos.

Em 2017, e após um interregno na participação nesta competição musical, a RTP decidiu alterar a forma de acesso. A estação convidou uma nova geração de compositores e permitiu-lhes escolher os intérpretes para as suas canções. Para a próxima edição do Festival da Canção, a etapa que escolhe o representante português para a Eurovisão, será mantido o modelo com "liberdade total" para os criadores, assegurou o director de programas da RTP Daniel Deusdado. A única alteração será uma subida no número de canções: 20 para as duas semi-finais, para que na final possam estar dez.

 

(Notícia actualizada às 21:19 com mais informação)

 




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