Banca & Finanças Ex-banqueiros do HBOS culpados por fraude

Ex-banqueiros do HBOS culpados por fraude

Dois antigos funcionários do grupo financeiro, comprado entretanto pelo Lloyds, foram consideradas culpados de participação em fraude que implicou perdas de mais de 285 milhões de euros.
Ex-banqueiros do HBOS culpados por fraude
Paulo Zacarias Gomes 30 de janeiro de 2017 às 18:20

Seis pessoas, entre as quais dois banqueiros do britânico HBOS, foram esta segunda-feira, 30 de Janeiro, consideradas entre as culpadas na fraude de 307 milhões de dólares (286,6 milhões de euros) que envolveu o banco em 2008 e que, em conjunto com outros factores, obrigou ao uso de dinheiros públicos no resgate à instituição.

Lynden Scourfield e Mark Dobson, antigos empregados do HBOS (que operava, como marca, o Bank of Scotland), foram os dois banqueiros considerados culpados no final de um julgamento de cinco meses e deverão conhecer os contornos da condenação na próxima quinta-feira.

Scourfield é apontado como tendo aceitado bens e serviços – nomeadamente a participação em festas de cariz sexual e férias no estrangeiro - e dinheiro de empresários (também culpados) entre 2003 e 2007.

Em troca destas alegadas retribuições, os banqueiros envolvidos terão obrigado empresas em dificuldades, clientes do banco, a contratarem serviços de uma consultora – detida por um dos culpados - como condição para acederem a créditos do banco. Apesar de terem pago elevados montantes pelo serviço, muitas das empresas acabaram por falir, com o inerente prejuízo para os proprietários e empregados.

O HBOS acabou por ser socorrido em 2008 pelo seu rival, o Lloyds, banco que mais tarde também necessitou de ser resgatado pelo Estado. Esta segunda-feira foi conhecido que o Tesouro britânico já recuperou mais de 90% da verba injectada na instituição e que detém agora menos de 5% do seu capital.

Os lesados pela fraude querem agora que o Lloyds responda pelas perdas impostas pelo HBOS. O banco liderado pelo português Horta Osório disse, num comunicado, que vai analisar nova informação que tenha surgido durante o julgamento.


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