Empresas Exportações aumentaram 0,7%, balança comercial melhora

Exportações aumentaram 0,7%, balança comercial melhora

As vendas de bens ao exterior avançaram nos três meses terminados em Janeiro a um ritmo superior ao das importações. As exportações para países fora da União Europeia estão em abrandamento.
Exportações aumentaram 0,7%, balança comercial melhora
Bruno Simão
Negócios 11 de Março de 2016 às 12:00

A venda de bens ao exterior cresceu 0,7% nos três meses terminados em Janeiro, quando comparados com o período homólogo do ano anterior. Como no mesmo período as importações cresceram a um ritmo inferior, de 0,3%, o défice da balança comercial reduziu-se neste período.

 

As estatísticas do comércio internacional divulgadas esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatísticas dão conta de um aumento da taxa de cobertura, que mede a relação entre as importações e as exportações, aumentou para 82,5% nos três meses que mediaram Novembro de 2015 e Janeiro de 2016, mais 0,3 pontos percentuais do que o registado no mesmo período, um ano antes.

 

Esta subida deve-se a um aumento das exportações de bens na casa dos 0,7% e uma subida de 0,3% nas importações no período.

 

Quando se olham para os dados apenas em termos mensais, as variações são diferentes. Janeiro de 2016 face a Janeiro de 2015 (variação homóloga) regista uma quebra nas exportações de 1,5% e de 1% nas exportações. Já a comparação de Janeiro de 2016 com Dezembro de 2015 (variação em cadeia) dá conta de uma subida da venda de bens ao exterior na ordem dos 3% e de um forte decréscimo das compras ao estrangeiro, na casa dos 7,9%. 

Segundo o INE, as exportações de bens estão a evoluir de forma positiva quando realizadas para países que integram o espaço da União Europeia, mas estão a recuar com economicas fora da Europa. 

 

Em termos trimestrais, registaram-se aumentos em praticamente todas as grandes categorias de produtos, á excepção dos combustíveis e lubrificantes.

As subidas mais significativas ocorreram na exportação de máquinas e acessórios e na categoria de bens de consumo, por contraponto a uma quebra de 25% nos combustíveis e lubrificantes. Os "fornecimentos industriais", a categoria com mais peso, ao representar 3,8 mil milhões de euros em exportações, ficaram praticamente estagnados.

Do lado das importações, o destaque vai para a subida de 12,4% de subida do "material de transporte e acessórios" e a quebra de 29,5% nos combustíveis e lubrificantes. 




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comentários mais recentes
Anónimo 11.03.2016

Enquadre-se porque tao cedo,ou pelo menos com este governo nao vai acontecer.

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