Banca & Finanças Expresso: Novo Banco reestrutura dívida de Luís Filipe Vieira

Expresso: Novo Banco reestrutura dívida de Luís Filipe Vieira

O presidente do Sport Lisboa e Benfica era um dos maiores devedores do Banco Espírito Santo (BES), relembra o semanário. As dívidas rondam os 400 milhões de euros.
Expresso: Novo Banco reestrutura dívida de Luís Filipe Vieira
Negócios 20 de janeiro de 2018 às 17:12

Durante cerca de um ano e meio, o Novo Banco e Luís Filipe Vieira negociaram a dívida do presidente do Benfica. Chegaram a um acordo, revela o "Expresso" na edição deste sábado. O Novo Banco terá entregue os melhores activos da Promovalor, empresa gerida pelo filho de Vieira, a Nuno Gaioso Ribeiro, com o intuito de os explorar e rentabilizar no prazo de cinco anos. Em troca, recebeu um reforço das garantias.


Nas negociações terá estado Nuno Gaioso Ribeiro, sócio fundador de uma gestora de capital de risco, a Capital Criativo, e vice-presidente do Benfica, e também de Tiago Vieira, filho do presidente benfiquista. Grande parte da dívida diz respeito à empresa Promovalor, gerida pelo filho do presidente do benfiquista, Tiago Vieira, que é também accionista da Capital Criativo.


A 20 de Novembro do ano passado foi constituído o fundo FIAE (Fundo de Investimento Alternativo Especializado) da Capital Criativo, depois de ter sido registado junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este fundo teve como objectivo a aquisição dos créditos detidos pelo Novo Banco sobre a Promovalor.


Arrancou com um capital inicial de 146 milhões de euros, segundo o jornal, com três investidores institucionais (Novo Banco, Capital Criativo e Promovalor) e dois investidores singulares. O fundo tem a duração de cinco anos, com possibilidade de renovação.


Este fundo ficou "ainda com alguma liquidez", revelou Nuno Gaioso Ribeiro, ao "Expresso". "Comprámos os créditos sem desconto e sem perdão", sendo que "alguns desses activos podem ter dívida associada que ficam no fundo", acrescentou.


Do capital inicial do fundo, 90% serviram para trocar créditos por capital do fundo, isto é, unidades de participação e 10% representam liquidez que ainda está no fundo. Nesta operação, que o jornal sublinha ser apenas contabilística para o banco, o Novo Banco "coloca" dinheiro no fundo que compra as dívidas associadas aos activos que são transferidos para o dito fundo. O prazo de pagamento foi prolongado por, pelo menos, mais cinco anos.  


Quando o BES colapsou, Vieira era um dos maiores devedores do banco, com uma dívida superior a 400 milhões de euros relacionada com vários negócios do ramo imobiliário.




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