Empresas Fábrica em Évora da Mecachrome prevê iniciar produção no 1.º trimestre de 2017

Fábrica em Évora da Mecachrome prevê iniciar produção no 1.º trimestre de 2017

A construção da fábrica em Évora da Mecachrome Aeronáutica, para fazer componentes metálicos para o sector aeronáutico, está praticamente concluída, devendo a produção arrancar no primeiro trimestre do próximo ano, segundo o director da unidade.
Fábrica em Évora da Mecachrome prevê iniciar produção no 1.º trimestre de 2017
Pedro Elias/Negócios
Lusa 25 de dezembro de 2016 às 11:46

Em declarações à agência Lusa, o responsável pela fábrica da Mecachrome Aeronáutica na cidade alentejana, Christian Santos, disse que, para terminar a obra, "faltam apenas alguns acabamentos, coisas simples", ao nível de "trabalhos de pintura ou de electricidade".

 

A fase de construção está, por isso, "praticamente terminada", estando a decorrer, ao mesmo tempo, a fase de instalação e de ajuste das máquinas necessárias à produção, acrescentou. "Como estamos a falar de maquinaria de precisão, há uma série de ajustes que é preciso fazer para que, quando as máquinas comecem a trabalhar, possamos estar seguros de atingir os níveis exigidos para as peças que produzimos", explicou Christian Santos.

 

Depois de cumpridos estes procedimentos, realçou, a fábrica, que envolve um investimento na ordem dos 30 milhões de euros, poderá começar a produzir, o que está previsto para "o primeiro trimestre de 2017". "Quanto antes iniciarmos a produção melhor, mas, com a complexidade das peças que vamos fazer, a previsão aponta para o primeiro trimestre" do próximo ano, sublinhou.

 

A fábrica da Mecachrome Aeronáutica, empresa portuguesa do grupo francês Mecachrome, está a "nascer" no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, onde já estão localizadas unidades fabris de outras empresas do sector, como as duas fábricas da brasileira Embraer.

 

Com uma área de quase 22 mil metros quadrados, o projecto vai ser construído em duas fases: a primeira e actual com 13.500 metros quadrados e a segunda com 9.300 metros quadrados. "Nesta fábrica, por enquanto, vamos trabalhar só para a indústria aeronáutica, para vários clientes", referiu o director, precisando que a maior parte da produção vai ter como destino a exportação, sobretudo para "a Airbus, em França".

 

Segundo Christian Santos, a empresa também já iniciou o processo de contratação de pessoal para a unidade, estando, actualmente, a decorrer a formação de trabalhadores em França, nas instalações do grupo. "Nesta fase inicial, já somos cerca de 20 pessoas, entre as que estão agora em França e as que já receberam formação e estão a ajudar a arrancar com a produção", afirmou, acrescentando que ficará "contente" se, no final de 2017, a fábrica já tiver um total de "100 trabalhadores".

 

Aquando da assinatura do contrato de investimento do projecto entre o Estado português e a empresa, no passado mês de Fevereiro, envolvendo a atribuição de incentivos financeiros, foi divulgado que a Mecachrome Aeronáutica prevê criar, até final de 2019, cerca de 300 postos de trabalho directos.

 

Na altura, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que assinou o contrato, em representação do Estado, frisou tratar-se de "um importante projecto de investimento", capaz de dar "um forte contributo para o desenvolvimento do ‘cluster’ aeronáutico português" e para "a projecção da competitividade" do país.

 

O grupo Mecachrome, que já possui outra fábrica em Setúbal, é liderado pelo português Júlio de Sousa e está especializado na produção de peças de alta precisão para as indústrias aeronáutica, espacial e automóvel.

 

Com 14 fábricas em cinco países, o grupo tem como principais clientes a Airbus, Boeing, Safran ou Porsche, entre outros.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 25.12.2016

Caso nao haja pessoal para nela trabalhar,nos arrabaldes da fabrica ha uma cadeia cheia de gente seria,ate engenheiros de nome la tem.Polos a trabalhar em vez da gandolice(gamanso)

pub