Redes Sociais Facebook admite ferramenta de censura para entrar na China

Facebook admite ferramenta de censura para entrar na China

A rede social de Mark Zuckerberg está a desenvolver um programa com a China no horizonte. O mesmo bloqueará determinados conteúdos e evitará que sejam sequer publicados em determinados países.
Facebook admite ferramenta de censura para entrar na China
Bloomberg
Wilson Ledo 23 de Novembro de 2016 às 12:02

O Facebook está a preparar uma nova funcionalidade que deverá permitir a sua entrada na China, onde o serviço se encontra bloqueado. A rede social está a desenvolver um programa para evitar que determinadas publicações surjam nos murais de áreas geográficas definidas.

Se já havia restrições de conteúdos aplicáveis em países como a Rússia ou a Turquia, com estes removidos depois de serem publicados, a novidade chinesa vai mais longe: as publicações não chegarão sequer a ser vistas.


A notícia foi avançada esta quarta-feira, 23 de Novembro, pelo The New York Times, que cita trabalhadores da rede social. A publicação concretiza que o Facebook não deverá fazer o controlo directo sobre aquilo que será publicado ou não, passando esse trabalho de monitorização para um parceiro chinês.


Mark Zuckerberg nunca escondeu o desejo de entrar na China, um mercado potencial de 1.400 milhões de utilizadores. Para isso, tem cultivado as relações com os líderes chineses, concretamente com o presidente Xi Jinping, e até aprendeu mandarim.


O tema está longe de ser consensual dentro da empresa norte-americana, onde um dos objectivos com a rede social é o de promover um "mundo mais aberto".


A nova funcionalidade poderá acentuar ainda a polémica sobre o controlo de informação no Facebook, levantada com a disseminação de notícias falsas durante a corrida eleitoral, que elegeu Donald Trump como o próximo presidente dos Estados Unidos da América.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub