Tecnologias Facebook descobre novos erros nas métricas que medem publicidade

Facebook descobre novos erros nas métricas que medem publicidade

A rede social descobriu mais erros nas métricas que usa para medir a eficácia da publicidade. O Facebook avançou com esta análise depois de há três meses ter sobrestimado durante quanto tempo as pessoas assistem a vídeos.
Facebook descobre novos erros nas métricas que medem publicidade
REUTERS
Ana Laranjeiro 16 de Novembro de 2016 às 16:50

Há três meses, o Facebook anunciou que havia sobrestimado o tempo que as pessoas gastam a ver vídeos na rede social, o que levou a duras críticas por parte de publicitários. É que as empresas e os publicitários contam que a rede social tenha dados confiáveis que lhes indiquem o desempenho dos seus conteúdos nesta rede social. É que este dados ajudam as empresas a tomarem decisões sobre o futuro e sobre em que plataformas devem apostar.

Depois de detectado o erro, a rede social criada por Mark Zuckerberg deu início a uma investigação para aferir se haviam outros problemas. Três meses depois, são divulgadas as conclusões que indicam a existência de mais erros. De acordo com o Financial Times, a empresa liderada por Zuckerberg descobriu que: sobrestimou também o tempo que as pessoas despendem a ler artigos, calculou mal o número de vezes que a mesma pessoa regressa para ver a página de um negócio e subestimou quantos vídeos são vistos até ao final.


Para evitar que estes erros continuem a ocorrer no futuro, o Facebook, de acordo com a Bloomberg, está a implementar algumas medidas. Entre elas está o facto de ir permitir que outras empresas que fazem estas medições, como a Nielson, monitorizem e complementem as suas métricas. O Facebook está também a rever as descrições que tem para os seus dados para explicar às empresas exactamente o que medem.


Carolyn Everson, vice-presidente da área de soluções de marketing globais do Facebook, disse numa entrevista, citada pela agência noticiosa, que a empresa está a "esforçar-se muito para ser conhecida como uma organização que ouve". "Esperamos aprender todos os dias como é que podemos melhorar a forma como servimos os nossos clientes".


"Penso que ao divulgarmos estes bugs e estes erros de cálculo que encontrámos", acrescentou citada pelo FT, "estamos a dar uma indicação real do nosso compromisso com a transparência". O Facebook disponibiliza mais de 220 métricas aos seus clientes, de acordo com Carolyn Everson. 

De acordo com a Bloomberg, a fórmula matemática do Facebook está errada. No caso dos Instant Articles, utilizados pelas empresas para que os artigos carreguem mais rápido, a rede social referiu que acidentalmente sobrestimou o tempo gasto nos artigos em 7% a 8%. Os dados que têm sido apresentados são uma média do tempo, em vez de ser uma divisão do tempo gasto nos artigos pelo número de visitas.


No caso das Facebook Pages, a rede social deu o número das pessoas que alcançou mas contou duas vezes os visitantes repetentes. Depois de este problema ser resolvido, escreve a Bloomberg citando a empresa, as páginas perderam o seu alcance a 28 dias caiu em cerca de 55%.

As acções do Facebook estão, por esta altura, a subir 0,07% para 117,281 dólares. Abriram a sessão a perder 2,32% para 114,48 dólares.

 




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