Tecnologias Facebook sob escrutínio das autoridades alemãs

Facebook sob escrutínio das autoridades alemãs

A rede social é acusada de recolher e usar indevidamente dados sobre a forma como os utilizadores navegam noutros sites para gerar as suas receitas publicitárias.
Facebook sob escrutínio das autoridades alemãs
Reuters
Negócios com Reuters 19 de dezembro de 2017 às 13:20

A rede social Facebook está sob o escrutínio das autoridades alemãs, devido à forma como obtém informações sobre os utilizadores para gerar as suas receitas publicitárias.

 

Num email citado pela Reuters, o Federal Cartel Office refere que os utilizadores não sabem que o Facebook reúne dados sobre as suas visitas a outros sites e não parecem consentir a forma como esses dados são utilizados.

 

As autoridades alemãs acrescentam que as pessoas só têm a opção de aceitar ou simplesmente deixar de utilizar a rede social, atacando os termos e condições do serviço como "inapropriados".

 

Com os dados recolhidos, o Facebook gera receitas através de publicidade direccionada aos utilizadores, cujos interesses conhece bem.

 

A Reuters adianta que os reguladores alemães podem exigir mudanças à rede social, dizendo que o Facebook deve agora justificar a sua conduta ou "oferecer possíveis soluções" para resolver as preocupações que a sua recolha e utilização de dados possa constituir um abuso de posição dominante.    

 

Segundo a agência noticiosa, a decisão do regulador – que poderá fechar o caso, aceitar os compromissos do Facebook, ou exigir alterações à rede social – não será conhecida antes de meados do próximo ano.

 

"Estamos preocupados sobretudo com a recolha de dados fora da rede social Facebook e a incorporação desses dados na conta de Facebook do utilizador", afirma o presidente do Federal Cartel Office, Andreas Mundt, num email citado pela agência noticiosa. "Não estamos convencidos de que os utilizadores tenham dado o seu consentimento efectivo para a recolha de dados por parte do Facebook e para a inclusão desses dados na sua conta".

 

Em resposta, a rede social liderada por Mark Zuckerberg acusou os reguladores de estarem a pintar uma "imagem imprecisa" sobre a forma como a empresa opera, e rejeitou o rótulo de dominante.

 

"Embora o Facebook seja popular na Alemanha, não somos dominantes", disse a empresa em comunicado. "Uma empresa dominante opera num mundo onde os clientes não têm alternativas, e o Facebook é apenas um dos muitos sites que as pessoas usam".




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