Tecnologias Facebook, Twitter, YouTube e Microsoft juntam-se para combater o terrorismo

Facebook, Twitter, YouTube e Microsoft juntam-se para combater o terrorismo

Estas quatro tecnológicas que se tornaram nas principais vias de comunicação e recrutamento das organizações terroristas decidiram unir esforços para combater o fenómeno terrorista.
Facebook, Twitter, YouTube e Microsoft juntam-se para combater o terrorismo
Bloomberg
Negócios 02 de Janeiro de 2017 às 16:41

O Facebook, o Twitter, o YouTube e a Microsoft chegaram a acordo para partilharem uma base de dados que terá como objectivo detectar e eliminar das redes todos os conteúdos relacionados com extremismo terrorista. Este compromisso surge numa conjuntura em que as redes sociais se tornaram nas principais forças de disseminação, planeamento e recrutamento das organizações terroristas.

 

De acordo com uma notícia publicada esta segunda-feira, 2 de Janeiro, pelo El País, estas quatro tecnológicas vão partilhar informação de forma a constituírem uma base de dados com vídeos e imagens utilizados na promoção de actividades terroristas. Este diário espanhol sublinha que até agora estas empresas se recusavam a cooperar com as autoridades na luta contra o fenómeno terrorista.

 

O compromisso agora firmado estabelece que quando uma destas quatro tecnológicas detectar algum conteúdo extremista terá de proceder ao registo do mesmo e partilhá-lo com as restantes. Assim, as restantes empresas poderá recorrer a essa informação para eliminar o mesmo vídeo ou imagem das respectivas plataformas.

 

Em comunicado conjunto, estas tecnológicas explicaram esperar melhorar a eficiência da luta contra o terrorismo e que esta colaboração "ajude a parar a questão urgente que se prende com a existência conteúdos terroristas na internet".

 

Há, no entanto, factores que poderão dificultar uma colaboração efectiva entre as quatro tecnológicas, desde logo porque entre as mesmas subsistem políticas muito diferentes no que concerne, por exemplo, aos critérios definidores de violência. Sendo que, referiu o Facebook, nesta altura não foram ainda definidos os critérios técnicos que permitirão classificar os conteúdos enquanto ligados ao terrorismo.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Big brother is watching you ! Vai acabar por acontecer que um dia um apaixonado do modelismo e que troca informações acerca de material bélico Nazi em maquetas de 1/35 vai ter a polícia à porta... o terrorismo acaba-se com educação e qualidade de vida... mas isso o capitalismo não está interessado..

Anónimo Há 2 semanas

E triste,mas mais vale tarde q nunca.Um caso do mesmo genero:os incendios em portugal apoiados pelas televisoes portugueses.Ja foram ditas vezes sem fim para q as televisoes fiquem arredadas dessa provocacao,mas eles acham graca ha miseria, mortes e sofrimento.pais tolerante tipo intentona apassarad

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