Banca & Finanças Falta de apoio do Governo e do Presidente da República levaram à demissão de Domingues

Falta de apoio do Governo e do Presidente da República levaram à demissão de Domingues

O presidente da Caixa manifestou vontade de sair no final da semana passada por entender que tinha falta de apoio de São Bento e de Belém. O sucessor deverá ser escolhido o mais depressa possível.
Falta de apoio do Governo e do Presidente da República levaram à demissão de Domingues
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 27 de novembro de 2016 às 20:41

O presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, cuja saída foi tornada pública este domingo, 27 de Novembro, demitiu-se já na sexta-feira passada por considerar ter falta de apoio do Governo e do Presidente da República.

Domingues estaria disposto a entregar as declarações de património mas queria que Costa e Marcelo declarassem publicamente que, depois de entregues esses elementos, a confiança no presidente da Caixa estava intacta, ou seja, que a sua idoneidade permanecesse intacta.

O líder da Caixa considerou que a aprovação no Parlamento da proposta que obriga à entrega das declarações a partir de 1 de Janeiro, independentemente do que o TC viesse a decidir, foi a prova material da falta de empenhamento do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Ao Negócios, a mesma fonte adiantou que não deverá sair toda a equipa com o presidente, que ficará até ao final de Dezembro. E que a escolha do sucessor será feita o mais depressa possível.

A demissão de toda administração da Caixa, perante a obrigatoriedade de entrega da declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, era um cenário para o qual, tinha o Negócios noticiado a 11 de Novembro, o Governo e o Presidente da República estavam cada vez mais preparados.

Com o Executivo a definir um plano B, circulavam nomes para o lugar de António Domingues:  Paulo Macedo, Carlos Tavares e Nuno Amado eram alguns dos nomes que circulavam nos corredores de São Bento e Belém como hipóteses de trabalho.

Paulo Macedo, soube-se dias mais tarde, será preferido pelo Governo para outras funções. O antigo ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho, poderá vir a ser um dos próximos vice-governadores do Banco de Portugal, avançava o jornal Público.

(Notícia actualizada às 20:47 com mais informação)



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mais votado beachboy 27.11.2016

trabalho para a IGF na 2-feira de manhã...
analizar a declaração de rendimentos do Sr. Domingues...

comentários mais recentes
Trotil 28.11.2016

Já devia estar na rua á muito tempo.
Falta de apoio ? Não teve ele outra coisa, do PM e PR - não tirem agora o corpinho da chuva.
Se esta telenovela se tivesse passado com o Governo anterior, o que não se teria dito de PPC e Cavaco.

MF50 28.11.2016

Quem não deve não teme.
Grandes obscuridades e avaliações fraudulentas deve haver no património desta colecção de "INTOCÁVEIS insubstituíveis"....
Por muito competente que possa ser, este Sr. Domingues não será o "especional one", e, mesmo esse, tanto se insuflou que o balão está prestes a rebentar.
Mas, na minha opinião, tem de haver critérios de ouro na escolha da nova Administração :
1º - Não terem nada a esconder.
2º - Não serem raposas que se metem no galinheiro, com o objectivo obscuro e escondido de, sibilinamente, estarem a fazer um trabalho de sapa que vise a privatização parcial ou total da CGD.

fred 28.11.2016

Treta! Não é por falta de apoio mas sim, acredito, porque agora têm de declarar o que têm e já não teriam justificação para o que iriam ter, no fim do mandato. Que tem esta gente a esconder para não mostrar a Declaração?

Anónimo 28.11.2016

E o conhinhas não se despede? Porra noutro país alguém já se tinha demitido aqui ninguém assume nada. O homem de certeza q n queria apresentar declarações pq alguém lhe disse q n era preciso. Mas pronto o mau da fita é sempre o outro com governo xuxolistas é o habitual.

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