Banca & Finanças Famílias perdem casas para pagar créditos ao consumo

Famílias perdem casas para pagar créditos ao consumo

Em troca de um empréstimo para pagarem as suas dívidas, há famílias portuguesas a perder as casas. Assinam documentos que pensam ser hipotecas mas que se tratam de contratos de compra e venda.
Famílias perdem casas para pagar créditos ao consumo
Negócios 10 de julho de 2017 às 09:35

Há famílias que estão a perder as suas casas devido a um esquema de fraude com créditos ao consumo, noticia o jornal Público desta segunda-feira, 10 de Julho.

O mesmo é desenvolvido por empresas, algumas sem morada ou registo, através da Internet ou anúncios publicitários.


Na prática, apresentam-se como um investidor privado com capacidade para emprestar dinheiro a famílias endividadas. Como garantia, é assinado um contrato de compra e venda do imóvel, pelo valor das dívidas. Há famílias que o tomam como uma hipoteca.


Depois, é feito um segundo contrato de arrendamento ou comodato, que permite à família permanecer na casa e recomprá-la ao fim de um determinado tempo. Contudo, o valor mensal a pagar é fixado, de propósito, acima dos seus orçamentos.


Contrato de arrendamento ou comodato, permanecer na casa durante um ou dois anos. Assume o compromisso de recomprar aquela que já foi a sua casa, num determinado prazo e num valor significativamente mais alto, 30% ou mais.


Com os incumprimentos, a recompra tem de ser imediata ou a família perde o direito ao imóvel. O segundo cenário torna-se mais recorrente.


A Procuradoria-Geral da República diz ao Público que as vítimas podem apresentar queixa em qualquer departamento do Ministério Público, com vista à abertura de investigação. Já o Banco de Portugal, a quem cabe o papel de regulador, reconhece ter conhecimento destas práticas fraudulentas.


O jornal Público diz que estas empresas mudam de nome com frequência e refere três delas. A Rede Reúne rejeita este tipo de práticas, apesar das queixas online sobre pedidos de um valor para a avaliação do empréstimo, mesmo quando este não se concretiza. Outra empresa com queixas é a Multibiz, cuja morada indica um piso da mesma morada da Rede Reúne. Há ainda a Credipoupa, na mesma sala da Multibiz.




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