Banca & Finanças Faria de Oliveira diz que há investidores em bancos que não seriam os mais desejados

Faria de Oliveira diz que há investidores em bancos que não seriam os mais desejados

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos considerou que o sector está a atrair investidores que não seriam os mais desejados, já que preferiu investimento de países desenvolvidos, mas considerou que o importante é garantir que são credíveis.
Faria de Oliveira diz que há investidores em bancos que não seriam os mais desejados
Paulo Duarte/Negócios
Lusa 23 de Novembro de 2016 às 01:17

"Temos de encontrar soluções para recapitalizar a banca portuguesa e sem recorrer a contribuintes. Daí os bancos estarem por si a reestruturar-se para melhorar as suas condições operativas e a procurarem atrair investidores que não são os que muitos desejaríamos, mas que são os investidores que por várias razoes se interessam" pelos bancos portugueses, disse Fernando Faria de Oliveira num debate esta terça-feira sobre O Futuro da Banca, no Instituto Superior de Engenharia e Gestão (ISEG), em Lisboa.

 

O presidente da associação que representa os principais bancos falava depois de o professor universitário João Duque, um dos participantes do debate, ter questionado o interesse dos investidores em bancos europeus, e especialmente portugueses, quando é cada vez menor a rentabilidade dos capitais investidos.

 

"Provavelmente, a Fosun [que se tornou este fim de semana acionista do BCP] tem uma lógica diferente. Os modelos [de negócio] das universidades ocidentais não funcionam provavelmente para um investidor chinês entrar em Portugal. Relevam provavelmente outros aspetos que nós não relevamos", afirmou o economista, considerando que no investimentos de alguns países emergentes no setor financeiro português há uma "lógica de atuação estratégica" que parece diferente da lógica puramente mercantil.

 

Já Mira Amaral, que foi até recentemente presidente do angolano Banco BIC, considerou que não há "em Portugal capacidade para acudir às necessidades dos bancos" em termos de capital, pelo que se nota uma predominância de capitais estrangeiros, sejam de Espanha, de Angola, sobretudo enquanto tiveram "petróleo em alta", e agora de chineses.

 

Para Mira Amaral, importante é que o sector financeiro português "não fique preso numa só geografia", para não ser atingidos por dificuldades internas dessa região.

 

Já mais no fim do debate, o presidente da APB disse que o fundamental é garantir que os bancos tenham "accionistas fortes", com estratégia e capacidade para injectar capital em caso de necessidade.

 

"Gostaríamos que fossem mais bancos ou investidores europeus a participar nos bancos portugueses, a nossa tendência é orientarmo-nos para os países mais desenvolvidos do mundo. Mas o que me parece essencial é tomar atenção a quem são investidores e assegurar a reputação e que são credíveis", afirmou.

 

Entre os principais bancos portugueses, o maior é a Caixa Geral de Depósitos, que é totalmente detida pelo Estado.

 

Já o BCP posiciona-se como o maior banco português, tendo como principais acionistas o grupo chinês Fosun e a petrolífera angolana Sonanol. Também o banco espanhol Sabadell, o Grupo EdP e o Grupo Interoceânico têm posições de referência no banco.

 

O Novo Banco (o banco de transição do ex-BES) é para já detido pelo Fundo de Resolução bancário (gerido pelo Banco de Portugal), estando a decorrer um processo de venda.

 

Os nomes dos candidatos não foram revelados publicamente, mas, segundo a imprensa, são os bancos BCP e BPI e os fundos Apollo/Centerbridge, em parceria, e Lone Star, que apresentaram propostas no âmbito do processo de venda direta, enquanto a holding China Minsheng se propõe ser accionista do Novo Banco através da opção de venda em mercado.

 

O BPI tem como principais acionistas o espanhol Caixabank e a 'holding' angolana Santoro, estando em curso uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank para ficar com a totalidade do capital social.

 

Por fim, o Santander Totta é totalmente detido pelo espanhol Santander.




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comentários mais recentes
Maria Santos Há 2 semanas

!?!?!? Este Sr. é um homem da banca, logo um dos que permitiu que entrassem nela pessoas "indesejáveis" ou não?

Ciifrão Há 2 semanas

A situação da economia portuguesa é dramática e não dá sinais de melhora, reflexo disso é o estado calamitoso dos bancos. O poder público deixou de investir e os grandes negócios, de que os bancos vivam, acabaram. Com isto temos o estado agonizante da banca, evidência que o poder político teima em esconder, desviando a atenção das pessoas para supostas benesses da redistribuição da riqueza - a do impostos e dos empréstimos. Pessoas como o Faria de Oliveira, altamente responsáveis pela situação, deviam era explicar em vez de iludir o problema.

Na Gostas de Chineses+ Angolas Há 2 semanas

Manda bostas com fartura porque sabe que o taxo dele e vitalicio, como as corjas dos politicos do seu Gang. PPD Alaranjado. Com Sacanas, destes estamos bem tramados espero que nao deixe nem uma decendencia de Bastardos que ocupe o seu taxo depois que ele estique as botas.

Jota Há 2 semanas

Investidores indesejáveis? Bons eram o Salgado, Morais Pires, Rendeiro, Oliveira Costa, Dias Loureiro e outros portugueses que nos roubaram? Imbecil, mais valia ter ficado calado.

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