Banca & Finanças Faria de Oliveira: “É legítimo em qualquer actividade cobrar” comissões

Faria de Oliveira: “É legítimo em qualquer actividade cobrar” comissões

O presidente da APB defende o facto de os bancos cobrarem comissões, mas recusa a ideia de que haja um aumento do custo dos serviços. “É legítimo e normal em qualquer actividade económica cobrar serviços”, defende Faria de Oliveira.
Faria de Oliveira: “É legítimo em qualquer actividade cobrar” comissões
Miguel Baltazar
Maria João Gago 17 de maio de 2017 às 16:49

"É legítimo e normal em qualquer actividade económica cobrar taxas pelos serviços prestados, seja na electricidade, na água, no gás ou nas telecomunicações". É desta forma que o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, responde quando questionado sobre o facto de várias instituições estarem a aumentar as comissões cobradas aos seus clientes.

 

Para o representante dos banqueiros não se pode falar de aumento de comissões, tendo em conta os dados compilados pela APB a partir dos resultados dos bancos. As contas das instituições financeiras mostram que, em termos globais, no ano passado, as comissões líquidas caíram 12,6% para 2,7 mil milhões de euros, sublinhou Faria de Oliveira num encontro com jornalistas.

 

O líder da APB mostra compreensão com a posição dos clientes bancários que se queixam do aumento do custo dos serviços bancários. "Em Portugal houve um longuíssimo período em que a margem financeira era suficientemente grande para subsidiar as comissões, mas quando a margem financeira encolheu houve necessidade de fazer ajustamentos de comissões para compensar essa perda de receitas".

 

No entanto, Faria de Oliveira garante que numa comparação com a realidade dos restantes países europeus, "Portugal posiciona-se muito favoravelmente", já que está entre os países com comissões mais baixas, isto apesar de "o sistema bancário português ser o que está sob maior pressão em termos de rentabilidade".

 

"Só o facto de os clientes acederem a uma rede [de prestação de serviços] implica que tenham de cobrir parte dos custos para manter essa rede" a funcionar, exemplifica o representante dos banqueiros, defendendo que este princípio é verdadeiro para a banca e para os restantes sectores de actividade. "O sistema bancário não é um serviço público estatal", sublinhou.


A sua opinião13
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. Isto constitui um onerosíssimo custo de oportunidade. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, burocracias anacrónicas, etc. Isto constitui um onerosíssimo custo de contexto.

comentários mais recentes
alberto9 Há 1 semana

As comissões são ligitimas, mas não podem ser aplicadas sobre o recebimento do ordenado. Se as empresas não querem pagar em dinheiro, então que sejam as empresas a pagar os custos com a conta bancária que os trabalhadores têm para poderem receber o seu ordenado

Anónimo Há 1 semana

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. Isto constitui um onerosíssimo custo de oportunidade. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, burocracias anacrónicas, etc. Isto constitui um onerosíssimo custo de contexto.

Anónimo Há 1 semana

O que seria legitimo era a Banca protestar na praça pública pelo BCE andar a fazer politiquice com taxas de juro negativas quando a inflação está em 2% Mas preferem fazer de cegos e andar a meter a mão na conta dos clintes para compensar o que perdem com as loucuras do BCE.

5640533 Há 1 semana

É legítimo cobrar comissões. Não é legítimo roubar.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub