Desporto FC Porto pode pagar até 2,2 milhões por falhar equilíbrio financeiro da UEFA

FC Porto pode pagar até 2,2 milhões por falhar equilíbrio financeiro da UEFA

Até ao "equilíbrio financeiro", os 'dragões' assumem, entre outros, a responsabilidade de adequar as despesas às receitas, por forma a reduzir gradualmente o défice,
FC Porto pode pagar até 2,2 milhões por falhar equilíbrio financeiro da UEFA
Manuel Araújo/Cofina
Lusa 09 de junho de 2017 às 18:05
O FC Porto falhou o requisito de equilíbrio financeiro imposto pela UEFA, com quem estabeleceu um acordo de liquidação que impede que o défice no final do ano seja superior a 30 milhões de euros (ME).

Em comunicado, após a reunião hoje da Câmara Investigatória do Comité de Controlo Financeiro de Clubes (CFCB), o organismo que rege o futebol europeu dá ainda conta de que os 'dragões' vão ficar com prémios retidos, além da limitação ao número de jogadores inscritos.

Após a actualização da monitorização do equilíbrio financeiro dos clubes que participaram nas provas europeias de 2016/17, a UEFA revelou que "o FC Porto comprometeu-se a alcançar o cumprimento do equilíbrio financeiro até ao período de monitorização de 2020/21 (ou seja, os relatórios financeiros que terminam em 2018, 2019 e 2020)".

Até ao "equilíbrio financeiro", os 'dragões' assumem ainda a responsabilidade de adequar as despesas às receitas, por forma a reduzir gradualmente o défice, tendo como máximos 30 ME em 2017, 20 ME em 2018 e 10 ME em 2019.

Na nota explicativa lê-se também que o "FC Porto aceitou pagar um montante total até 2,2 ME, os quais serão retidos de quaisquer receitas obtidas pela participação nas competições da UEFA a partir da temporada de 2016/17".

"Desse montante, 700 mil euros terão de ser pagos na íntegra, mesmo que se verifique a saída prematura deste regime de liquidação. O pagamento dos restantes 1,5 ME é condicional e poderá ser retido em determinadas circunstâncias, dependendo do cumprimento, ou não, por parte do clube das medidas operacionais e financeiras impostas no acordo de liquidação", impõe o acordo.

O FC Porto ficou ainda "sujeito a uma limitação do número de jogadores que poderá incluir na sua lista A para participação nas competições da UEFA", ou seja, na temporada "2017/18 poderá inscrever apenas 22 jogadores na sua lista A, em vez dos habituais 25 previstos nos regulamentos das competições, e um máximo de 23 jogadores na temporada 2018/19".

"Esta restrição será levantada na temporada 2019/20 e/ou 2020/21 se o clube cumprir as medidas operacionais e financeiras impostas no acordo de liquidação com o CFCB da UEFA", acrescenta o texto.

O CFCB destacou "o impacto positivo geral do 'fair-play' financeiro nos números agora monitorizados", dando conta de uma "significativa redução dos clubes sob investigação".

A Câmara Investigatória do CFCB confirmou que Astana (Cazaquistão), Krasnodar, Lokomotiv Moscovo e Zenit (Rússia) cumpriram os objectivos fixados para a temporada 2016/17.

"A monitorização do Rubin Kazan (Rússia) vai prosseguir. O regime do acordo assinado irá continuar a ser aplicado a esses clubes até ao final da época 2017/18, conforme originalmente previsto. Com o fixar de um novo acordo na temporada 2016/17, são 12 os clubes que se encontram actualmente sob regime de liquidação", acrescenta.

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comentários mais recentes
Zé do Boné Há 2 semanas

Foi a sorte do FCP se não fosse a UEFA seguia os passos dos clubes de Lesboa e a divida continuava a subir como a do Benfica e do Ceport que conseguiram copiar as boas práticas contabilísticas do BES e dão sempre lucros fabulosos como acontecia com o nosso Bes ,sim tb vamos pagar essacontabilidade

Conselheiro de Trump Há 2 semanas

Impressonante,Isto mais parece uma saia de la a cobrir as pernas duma mulher muita boa:a media que se vai puxando o fio da saia e as pernas comecam a ficar ao leu,o homem comeca a ficar fora de si.Oh virgolino olha se arranjas tempo para deitar aqui uns canecos de agua fria.O q a fantasia origina.

Anónimo Há 2 semanas

Estes administradores e dirigentes do FCP rebentaram com o Porto em termos financeiros e desportivos e agora não existe dinheiro para fazer cantar um cego! Que tristeza!

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