Desporto FCP propõe mudança de auditor externo ao fim de 12 anos

FCP propõe mudança de auditor externo ao fim de 12 anos

A Deloitte, a auditar o FCP-SAD desde 2004, deverá abandonar a função. No ano passado, recebeu mais de 100 mil euros pelos serviços de auditoria. A Ernst & Young é a substituta proposta pelo conselho fiscal.
FCP propõe mudança de auditor externo ao fim de 12 anos
Manuel Araújo
Diogo Cavaleiro 01 de Novembro de 2016 às 09:40

A Deloitte deverá deixar de ser a auditora externa do Futebol Clube do Porto, cargo que ocupa desde 2004. Em cima da mesa está a proposta de mudança para a Ernst & Young.

 

A proposta vai ser decidida pelos accionistas da SAD do FCP na assembleia-geral a realizar-se em 17 de Novembro: "o conselho fiscal da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos da competência que lhe é atribuída pela alínea b) do n.º 2 do Artigo 420.º do Código das Sociedades Comerciais, propõe à assembleia-geral da sociedade a eleição da sociedade de revisores oficiais de contas ‘Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A.’, representada por Rui Manuel da Cunha Vieira ou Luís Miguel Gonçalves Rosado, até final do mandato em curso".

 

No caso da SAD azul e branca, revisor oficial de contas "é o mesmo que auditor externo", sendo que a Deloitte está em funções há 12 anos.

 

"A Deloitte & Associados, SROC, S.A. é responsável pela revisão oficial de contas da Sociedade e das sociedades do grupo desde 2004, sendo o seu representante António Manuel Martins Amaral desde 2011", indica o relatório e contas do ano passado. "O auditor externo da sociedade, designado para os efeitos do art.º 8.º do CVM, é a Deloitte & Associados, SROC, S.A., registada sob o n.º 231 na CMVM, representada por António Manuel Martins Amaral. Foi eleito pela primeira vez em 2004 e está no seu terceiro mandato".

 

A SAD liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa (na foto) pagou 107.437 euros à Deloitte pelos serviços prestados ao longo do ano passado, de acordo com o mesmo relatório. 

 

O FCP indica, no mesmo documento, que a nova lei das auditorias, que entrou em vigor no ano passado, "veio exigir a substituição do revisor oficial de contas", devido às novas regras de periodicidade da rotação do auditor externo. 




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Jorge Marques de Almeida Há 2 dias

Files ??

Gabriel Alves Há 2 dias

Que jornalismo de treta... Se a notícia transmitisse as alterações das regras que regulam o setor (e enquadrassem nas normas internacionais que estão na génese...) ainda se compreendia. Agora usar um clube de futebol para fazer notícia... Mas afinal isto é o jornal de negócios ou é o Record?! Vou ficar À espera das notícias de todas as empresas cotadas em bolsa que também terão de propor outras empresas de auditoria...

Nuno Cristóvão Há 3 dias

"... a nova lei das auditorias, que entrou em vigor no ano passado, "veio exigir a substituição do revisor oficial de contas", devido às novas regras de periodicidade da rotação do auditor externo." a notícia resume-se a isto.

pub
pub
pub
pub