Banca & Finanças Febase antecipa negociações para aumentos de remunerações no BCP

Febase antecipa negociações para aumentos de remunerações no BCP

O BCP pode começar o próximo ano a discutir possíveis subidas salariais para os seus funcionários, de acordo com uma informação da Febase. O banco não faz comentários.
Febase antecipa negociações para aumentos de remunerações no BCP
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 19 de dezembro de 2017 às 16:51

O Banco Comercial Português (BCP) admitiu, aos sindicatos da Febase, estar disponível para negociar aumentos das remunerações pagas aos trabalhadores a partir do início do próximo ano.

 

"A disponibilidade para começar a dialogar, em princípio já no próximo mês de Janeiro, sobre a melhoria das remunerações dos trabalhadores do Millennium BCP, terá sido uma das principais conclusões da reunião havida esta tarde entre os sindicatos bancários constitutivos da Febase e a administração daquela instituição de crédito", indica uma nota, datada de 19 de Novembro, citada pelo Jornal Económico esta terça-feira.

 

Segundo a mesma nota, a alegada disponibilidade demonstrada pela equipa de Nuno Amado foi "registada com agrado pelos representantes dos sindicatos dos Bancários do Norte, do Centro e do Sul e Ilhas", que integram a federação Febase. 

 

Contactado, o banco que tem a Fosun como principal accionista não quis fazer comentários ao Negócios, pelo que não confirma se a disponibilidade existe, de facto, ou se a abertura é apenas para o diálogo com as estruturas sindicais. 

 

A Febase já tinha assinalado, em Julho, que queria debater aumentos salariais, depois do fim dos cortes salariais. Desde 2014 que o banco liderado por Nuno Amado tinha cortes salariais nos vencimentos superiores a 1.000 euros brutos mensais, por conta da ajuda estatal recebida em 2012, que impôs um plano de reestruturação na instituição financeira. 

 

Devido a esse corte, que terminou seis meses antes do previsto após a entrada da Fosun (que permitiu o reembolso da ajuda estatal), a gestão de Nuno Amado comprometeu-se com uma compensação aos trabalhadores. Foi esse compromisso que reiterou em Novembro passado: quando existirem resultados distribuíveis, haverá uma proposta de compensação aos funcionários visados. "Foi isso que foi acordado, os órgãos sociais não se esquecem disso. Seguramente, vão cumprir isso, com toda a certeza", afirmou, na altura.