Banca & Finanças Fernando Ulrich: Desde 2001 "houve uma destruição colossal de capital" na banca portuguesa

Fernando Ulrich: Desde 2001 "houve uma destruição colossal de capital" na banca portuguesa

O BPI fez contas ao capital injectado em cinco bancos e aos seus dividendos e resultados e concluiu que houve "destruição" de 35 mil milhões em capital. Ulrich defende que custo suportado por Estado e contribuintes foi muito baixo quando comparado com accionistas e outros países.
Fernando Ulrich: Desde 2001 "houve uma destruição colossal de capital" na banca portuguesa
Paulo Duarte/Negócios
Maria João Gago 18 de janeiro de 2017 às 16:57

Cinco dos maiores bancos portugueses - CGD, BCP, BES/Novo Banco, Banif e BPN - destruíram cerca de 35 mil milhões de euros em capital injectado pelos seus accionistas entre 2001 e 2017, de acordo com as contas feitas pelo BPI com base em informação pública, cujas conclusões foram apresentadas esta quarta-feira, 18 de Janeiro, por Fernando Ulrich, num encontro com jornalistas.

 

"É uma história de destruição de capital brutal. Em 16 anos é uma verba verdadeiramente colossal", sublinhou o banqueiro. Em causa está "19% do PIB estimado para 2016".

 

Já o balanço dos apoios do Estado aos bancos analisados mostra que as perdas públicas nos bancos podem variar entre 4,4 e 6,4 mil milhões de euros, ou seja, o equivalente a 2,4% a 3,5% do PIB. "Até agora, o esforço efectivamente suportado pelo Estado e pelos contribuintes foi muito baixo quando comparado com o dos accionistas e o que foi suportado pelos outros países", defendeu Ulrich.

 

Com base nestes dados, o banqueiro pretende contestar a ideia muitas vezes transmitida na opinião pública de que "os custos dos bancos têm sido suportados pelos contribuintes. É mentira!", sublinhou o líder do BPI.

 

O levantamento também incluiu o BPI, mas no caso do banco que lidera, Ulrich conclui que entre dinheiro injectado pelos accionistas e os dividendos pagos, o balanço é positivo, já que os accionistas fizeram um esforço líquido de dividendos de 53 milhões.

Já o apoio do Estado ao banco foi liquidado em 2014, com ganhos líquidos de 102 milhões de euros para o Tesouro "Os bancos não são todos iguais", frisou o banqueiro, garantindo que destacar a diferença do seu banco não foi o objectivo da análise realizada. 




A sua opinião25
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 19.01.2017

Olha este parolo! Sim, porque dizer isto é tratar a generalidade dos portugueses por parvos, o que eles não são. Os portugueses sabem que se não fosse o estado/contribuintes mesmo o BPI tinha falido em 2011/2012, para não falar dos outros bancos. Já agora, o Montepio é uma falência adiada, estão a esconder isso ao povo.

Infelizmente há portugueses parolos. Como os pequenos e médios accionistas do BPI, aldrabados e prejudicados por este marmanjo, ao serviço do grande accionista espanhol.

Os accionistas dos bancos portugueses sofreram brutalmente desde 2008. Mas os gestores continuaram a ganhar. O BCP e o valor das suas acções é o que se sabe. Mas o Jardim Gonçalves, o principal responsável por estra tragédia, tem garantida uma pensão mensal de 170 mil Euros (sim, mensal) paga pelos accionistas do BCP! E claro, ele tão católico, tão Opus Dei, cheio de princípio morais, de espírito de missão para ajudar o próximo, alguém que não liga ao dinheiro!

Pobre país ...

comentários mais recentes
eduardo.santos 19.01.2017

Sr fernando, o sr sabe e eu tenho uma moção muito boa do que é a banca. Haverá alguém de bom senso e no seu perfeito juízo que aceite como simples o que se passou na nossa banca ?--para mim foram so ladrões, todos eles-É incomensurabel o prejuízo ao nosso País .

Lolita 19.01.2017

Como é usual, o «dealer» de serviço do casino financeiro nacional tenta fazer equivalência entre o valor accionista (variável, volátil, como é próprio do jogo...) e o valor (real e constante) alocado ao sistema pelos contribuintes.

Que alguém diga ao «dealer» de serviço do casino financeiro nacio

Anónimo 19.01.2017

Hulrich, faz-me um favor.Deita-te aos porcos

Anónimo 19.01.2017

Olha este parolo! Sim, porque dizer isto é tratar a generalidade dos portugueses por parvos, o que eles não são. Os portugueses sabem que se não fosse o estado/contribuintes mesmo o BPI tinha falido em 2011/2012, para não falar dos outros bancos. Já agora, o Montepio é uma falência adiada, estão a esconder isso ao povo.

Infelizmente há portugueses parolos. Como os pequenos e médios accionistas do BPI, aldrabados e prejudicados por este marmanjo, ao serviço do grande accionista espanhol.

Os accionistas dos bancos portugueses sofreram brutalmente desde 2008. Mas os gestores continuaram a ganhar. O BCP e o valor das suas acções é o que se sabe. Mas o Jardim Gonçalves, o principal responsável por estra tragédia, tem garantida uma pensão mensal de 170 mil Euros (sim, mensal) paga pelos accionistas do BCP! E claro, ele tão católico, tão Opus Dei, cheio de princípio morais, de espírito de missão para ajudar o próximo, alguém que não liga ao dinheiro!

Pobre país ...

ver mais comentários
pub