Banca & Finanças Fernando Ulrich: "O futuro vai ser melhor para os clientes e trabalhadores do BPI"

Fernando Ulrich: "O futuro vai ser melhor para os clientes e trabalhadores do BPI"

"Foi uma OPA em família", afirmou Fernando Ulrich sobre a oferta que deu o controlo do BPI ao CaixaBank.
Fernando Ulrich: "O futuro vai ser melhor para os clientes e trabalhadores do BPI"
Miguel Baltazar

"O futuro que hoje se inicia vai ser melhor para todos, os clientes e os trabalhadores", defendeu Fernando Ulrich. Para o presidente do BPI, está foi "uma OPA em família", já que a oferta foi lançada pelo maior accionista do banco. 

 

Ulrich sublinhou o facto de o BPI passar a integrar "o maior grupo bancário da Península Ibérica, com capacidade para ser mais forte e competitivos.

 

"Estou muito satisfeito com o resultado alcançado", frisou. 

 
Melhor solução para o banco e para os clientes do banco

O futuro presidente não executivo do BPI diz que nas suas novas funções "vai colaborar com as duas instituições em tudo o que considerarem útil". Além disso, vai garantir o cumprimento dos estatutos e das leis bancárias. 

Fernando Ulrich defende que a sua saída da presidência executiva do BPI, e passagem a presidente do conselho de administração, "foi completamente consensual e acordado com o Gonzalo Gortázar", o líder do CaixaBank. E não vai ter saudades.

 

"Acredito fortemente que é a melhor solução para o banco e para os clientes do banco", disse Ulrich na conferência de imprensa após a apresentação de resultados da oferta pública de aquisição (OPA), operação em que o CaixaBank passou a ter 84,5% do BPI.


"O BPI, a partir de hoje, faz parte do grupo CaixaBank. Isso é claro. Até agora, o CaixaBank era o maior accionista. A partir de hoje, o CaixaBank controla o BPI. Não há nenhuma dúvida sobre isto e eu entendo que isto é uma boa notícia para o BPI e para os clientes", indicou Fernando Ulrich.

 

Segundo o gestor, que passará a ser "chairman" na assembleia-geral de 26 de Abril, dia em que completa 65 anos, "a entrada em funcionamento desta nova fase, que é diferente da anterior – e não haja qualquer dúvida sobre isso –, deve ser protagonizada na liderança executiva por alguém originário do CaixaBank, independentemente da nacionalidade, que conheça o grupo CaixaBank e que possa liderar".

 

O espanhol Pablo Forero será o presidente da comissão executiva do BPI, cargo até aqui ocupado por Fernando Ulrich.

 

"Não podia ser o protagonista da transposição, para o BPI, de tudo o que de bom o CaixaBank tem para dar", disse Ulrich, que também avançou o facto de estar perto de completar 65 anos para sair daquela função.

 

Na presidência da administração, Ulrich mostra-se disponível para fazer o que "a lei, os estatutos e as entidades de supervisão pretendem que seja executado pelo presidente da administração", e também aquilo que o CaixaBank pretender do seu cargo. "O que farei resultará dos desafios e das orientações que me dêem".

 

"Saudades não vou ter nenhumas porque continuo cá", concluiu. 

(Notícia actualizada às 18:44 com mais informações)


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Manuel Sá 09.02.2017

Vê-se, claramente, pela foto, a satisfação estampada nos rostos de Santos Silva e Ulrich, com esta OPA "em família"... Pois é, Ulrich, apesar das contrapartidas, quem diria que viria um dia em que terias de ficar à disposição de outros... Isso faz-me lembrar o "ai aguenta, aguenta!"...

Anónimo 09.02.2017

O BPI é o banco de que todos devem fugir . Nunca se comportou como um banco nacional e agora ainda menos

Anónimo 08.02.2017

Santos Silva, Ulrich e Domingues castraram o BPI. Os lucros faceis de Angola mascararam jogadas especulativas com divida soberana e uma operacao deficitaria em Portugal. Recusaram mais de sete euros em dinheiro que BCP ofereceu na OPA e agora foi vendido por um pouco mais de um euro. Vergonha.

ABCDEF1 08.02.2017

O FUTURO VAI SER MELHOR PARA OS CLIENTES ..... disse o ulrico, Bem me queria parecer que nos anos em que fui cliente deste banco fui bem explorado, motivo pelo qual já há alguns anos os mandei lixar. Todos os bancos são uns ladrões mas alguns abusam e este é um deles.

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