Fernando Pinto avisa que preços dos combustíveis já estão acima do estimado
02 Maio 2012, 15:35 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
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Presidente da TAP considera que já se sente o impacto dos elevados preços dos combustíveis registados este ano, dado que representam, neste momento, 35% dos custos da empresa.
Os preços dos combustíveis já são superiores ao antecipado. E isso tem impacto na gestão da TAP, admitiu hoje o seu presidente, Fernando Pinto.

“Os valores que se têm de pagar por combustíveis estão muito acima daquilo que se pensava há tempo”, afirmou Fernando Pinto à margem da conferência “O Futuro das Tecnologias de Transporte num Mundo com Menos Emissões de Carbono”, organizada em parceria pelo ISCTE, Clube ISCTE e a BP Portugal, no âmbito da 2ª edição da iniciativa BP Academia.

Esse motivo tem impacto na transportadora aérea, que caminha agora para a sua privatização - tema que Fernando Pinto se escusou a comentar -, dado que os combustíveis representam, segundo Fernando Pinto, 35% dos seus custos. Além disso, estes preços sofrem de um problema: são “muito voláteis”. Uma das dificuldades em torno de activos com preços voláteis deve-se ao facto de ser difícil fazer estimativas seguras para os seus valores.

Fernando Pinto afirmou, aos jornalistas, que, ao longo dos anos, “a TAP tem trabalhado muito para reduzir o consumo de combustíveis”.

Os preços dos combustíveis têm vindo a subir nos mercados internacionais em 2012, com o petróleo a ganhar terreno devido aos desentendimentos dos Estados Unidos e da União Europeia com o Irão, que coloca receios de um corte na oferta perante um efectivo embargo a importações iranianas por parte dos restantes países.

Os resultados da TAP SGPG - a "holding" que detém a TAP SA, a empresa de "handling" Groundforce e outras participadas - relativos a 2011 ainda não foram apresentados. Ao Negócios, o administrador financeiro da empresa, Michael Conolly, disse, em Abril, que os números negativos continuavam a ser uma realidade, embora admitindo que se registou uma redução desses prejuízos face a 2010.

(Notícia com rectificação às 17h45: a conferência foi organizada em parceria pelo ISCTE, Clube ISCTE e BP Portugal e não apenas pelo ISCTE, como se indicava anteriormente)

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