Comércio Ferrero: A Nutella não é cancerígena

Ferrero: A Nutella não é cancerígena

A fabricante italiana Ferrero assegura que os processos utilizados no tratamento do óleo de palma na Nutella diminuem a níveis mínimos os perigos associados ao cancro. A garantia é de que o produto cumpre todos os padrões alimentares.
Ferrero: A Nutella não é cancerígena
Bloomberg
Wilson Ledo 13 de janeiro de 2017 às 12:57

A Ferrero reagiu às notícias que dão conta que um dos seus produtos mais emblemáticos, a Nutella, contém um ingrediente potencialmente cancerígeno. "A Nutella não é cancerígena", afirmou esta sexta-feira, 13 de Janeiro, a gigante italiana.

A empresa esclareceu ainda que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) nunca se referiu à Nutella quando conclui que o óleo de palma – usado no fabrico do creme de chocolate e avelã – é potencialmente cancerígeno.


A Ferrero desmente ainda que a Nutella tenha sido retirada do mercado em algum país e explicou que a cadeia de supermercados italiana Coop, referida em algumas notícias, "retirou os seus produtos de marca própria que continham óleo de palma".


"A saúde e a segurança dos consumidores é uma prioridade máxima e absoluta para a Ferrero e confirmamos que os produtos Ferrero são seguros", reforçou a empresa.

A Ferrero lembra que a EFSA analisou a presença de contaminantes em diferentes produtos, concluindo que a presença de contaminantes depende também dos processos a que são submetidos.


Como o Negócios já tinha escrito, a Ferrero diz que "aplica processos industriais específicos que limitam a sua presença [dos contaminantes potencialmente cancerígenas] a níveis mínimos, totalmente alinhados com os parâmetros definidos pela EFSA".


A Nutella é uma das imagens de marca de Itália e representa um quinto das vendas da Ferrero, o equivalente a dois mil milhões de euros.


Segundo a Reuters, a Ferrero utiliza 185 mil toneladas de óleo de palma por ano. Cada tonelada custa cerca de 750 euros, abaixo dos 800 euros do preço do óleo de girassol.

Contas feitas, seriam mais oito a 22 milhões de euros anuais com esta solução. Contudo, a dona da Nutella já tinha referido que o óleo de girassol iria mudar o sabor da pasta de chocolate.




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Anónimo 13.01.2017

Dois mil milhões de Euros de vendas. Todos nós acreditamos fortemente que a saúde dos consumidores está em primeiro lugar nas preocupações deles e não os lucros. Faz todo o sentido.
Que se lixe a saúde, o que nos interessa é só MONEY, MONEY !
Este, e todos os outros (grandes) do sector alimentar.

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