Banca & Finanças Fidelidade ganha quota em ano de quebra de negócio no sector segurador

Fidelidade ganha quota em ano de quebra de negócio no sector segurador

A produção de seguro directo em Portugal caiu 14,4% em 2016, penalizado sobretudo pelo ramo vida. A Fidelidade caiu menos que o mercado e, por isso, conseguiu alargar a liderança do sector.
Fidelidade ganha quota em ano de quebra de negócio no sector segurador
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 19 de janeiro de 2017 às 18:21

A maior seguradora em Portugal, a Fidelidade, ganhou quota de mercado em 2016 e alargou a distância face à segunda companhia da lista, a Ocidental Vida. Ainda assim, ambas perderam negócio no ano passado, ainda que tenham registado uma queda inferior à da média do mercado.

 

Segundo os dados provisórios do regulador dos seguros, relativos a 2016 divulgados esta quinta-feira, 19 de Janeiro, o volume da produção de seguro directo em Portugal foi de 10,8 mil milhões de euros, uma diminuição de 14,4% em relação ao ano anterior.

 

As principais empresas perderam volume: a Fidelidade, detida pelos chineses da Fosun, registou uma quebra de 7,9% para 3,4 mil milhões de euros, suficiente ainda assim para que a quota de mercado da actividade em Portugal tenha subido de 29,37% para 31,59%.

A Ocidental Vida, que pertence ao grupo belga Ageas, marcou uma descida de produção seguradora de 8,2%, sendo que passa a ter 12,99% do mercado, ocupando o segundo lugar. 

 

A Seguradoras Unidas, que agrega a Tranquilidade, a Açoreana, a T-Vida e a Logo que foram fusionadas no final do ano passado sob o novo accionista americano Apollo, é a terceira maior empresa da produção seguradora com 6,7% do mercado, ainda que com uma descida de 6,5% do negócio.

 

A quarta companhia, a Allianz, ganhou negócio e quota de mercado, fixando-se em 6,4%, seguida pelo BPI Vida e Pensões e pelo Santander Totta Vida. 

Os dados revelados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), liderada por José Almaça (na foto) são todos provisórios, pelo que ainda estão sujeitos a revisão. 

Ramo vida perde 3,4 mil milhões em três anos

 

Olhando especificamente para os ramos da actividade seguradora, a quebra de 14,4% da produção deveu-se, sobretudo, ao ramo vida, cujo negócio afundou 23,3% para 6,6 mil milhões de euros. Em 2014, este ramo, onde se destaca o seguro de vida e os seguros ligados a fundos de investimento (como os que incluem planos poupança reforma) tinha 10 mil milhões de euros de produção. A liderança deste ramo é da Fidelidade, seguida da Ocidental Vida e do BPI Vida e Pensões.

 

Já o ramo não vida, que agrega seguros de automóvel e acidentes, está a recuperar: a sua produção aumentou 4,9% para 4,2 mil milhões. Fidelidade, Seguradoras Unidas e Allianz ocupam o pódio. 




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