Financiamento do BCE a bancos portugueses recua pela primeira vez desde Outubro
07 Maio 2012, 12:12 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
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Os bancos portugueses tinham, em Abril, uma exposição de 55,4 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu, o que representa uma descida face ao mês anterior. A cedência de liquidez da autoridade monetária a bancos nacionais não caía desde Outubro.
O financiamento do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos portugueses afastou-se, em Abril, do recorde alcançado no mês anterior.

A exposição da banca nacional à autoridade monetária liderada por Mario Draghi (na foto) ficou-se em 55,4 mil milhões de euros no mês passado, abaixo dos 56,3 mil milhões de euros apresentados em Março, de acordo com as estatísticas do Banco de Portugal.

Este é, ainda assim, o segundo valor mais elevado de sempre, de acordo com os dados da instituição. Contudo, a tendência de descida é inédita desde há já vários meses. Antes de Abril, a última vez que a exposição da banca lusa ao BCE caiu, em termos mensais, foi em Outubro de 2011, quando desceu de 45,6 para 45,5 mil milhões de euros.

Portugal, tal como outros países da periferia da Europa, tem recorrido ao banco liderado por Mario Draghi para contornar a paralisação que se verifica no mercado interbancário, em que os bancos continuam bastante reticentes em emprestar aos seus pares.

A crise da dívida conduziu a esta paralisação do mercado interbancário, que obrigou a que os bancos portugueses aumentassem a dependência face ao BCE. A dependência tinha vindo a crescer desde Novembro, segundo os dados do Banco de Portugal.

A entidade de Frankfurt cedeu programas de cedência de liquidez a três anos para que a paralisação no mercado não se fizesse sentir na banca. Depois dos leilões de Dezembro e Fevereiro, estes empréstimos a três anos concentraram “quase 90% da liquidez” do sistema financeiro português, segundo afirmações de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, no Parlamento.

Os bancos portugueses terão aproveitado, então, estas operações para renovar os empréstimos que tinham no BCE, substituindo-os por financiamento a três anos.

(Notícia actualizada às 12h30 com mais informações; Título alterado às 13h00))
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