Construção Fino reconhece perdas na Soares da Costa que custam 33,5 milhões aos capitais próprios

Fino reconhece perdas na Soares da Costa que custam 33,5 milhões aos capitais próprios

A SDC constituiu uma imparidade para a sua posição de 33% na Soares da Costa Construção. Os capitais próprios, de 79 milhões negativos, sofrem um impacto de 33,5 milhões.
Fino reconhece perdas na Soares da Costa que custam 33,5 milhões aos capitais próprios
Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro 23 de dezembro de 2016 às 18:43

A SDC Investimentos, sociedade de que Manuel Fino é o accionista maioritário, vai reconhecer nas suas contas uma perda no valor da sua participação na Soares da Costa Construção, que está em Processo Especial de Revitalização (PER).

 

"O conselho de administração […] decidiu relativamente ao justo valor deste investimento - e sem prejuízo dos seus direitos no âmbito da parceria estratégica e do acordo accionista celebrado com a GAM Holdings, SA, accionista maioritário da SDC Construção SGPS SA - constituir uma imparidade pelo valor da participação registado na conta de "outros activos financeiros", indica um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A decisão da empresa gerida por António Castro Henriques é tomada "com base na informação publicamente disponível, a situação e as perspectivas da sua participada SDC Construção SGPS S.A., em cuja gestão não tem influência significativa".

 

Nas contas do primeiro semestre, "o justo valor do investimento na Soares da Costa Construção SGPS, S.A. (33,33%), na data de perda de controlo desta subsidiária [2014] era de 38,5 milhões". A imparidade agora anunciada terá um impacto nos capitais próprios consolidados é de 33,5 milhões de euros, segundo o comunicado. Os capitais próprios no final de Junho deste ano estavam em -79,2 milhões de euros.

 

A SDC Investimentos, de que a Manuel Fino SGPS SA tem 58,85% e com o resto do capital disperso por investidores sem posição qualificada, detém participações na área imobiliária, nas concessões e na construção. Aliás, a última era a sua principal área de negócio até ficar com apenas um terço da empresa quando negociou a venda da maioria a António Mosquito. Neste momento, a própria Soares da Costa Construção encontra-se em processo de negociação da sua dívida com os credores no âmbito de um PER.

 

Na área de concessões também houve alterações, vendendo várias participações em concessões de auto-estradas que compensam com um "incremento patrimonial positivo nos capitais próprios de cerca de 25 milhões de euros".

 

Ao mesmo tempo que gere a actividade operacional, a SDC está num processo de reestruturação do passivo bancário, motivo pelo qual não pagou obrigações ao BCP no valor de 20 milhões de euros. 


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Pouco fino e que e o chulo. 10.01.2017

Com as Finuras de ladrao têm passado impune pelas malhas das poucas leis que este antro têm. Sao uns super Emprezarios da finura,de um pais sem leis nem legisladores.Vivem assima de suas grandezas, que viram pequeneza quando têm que pagar os deveres, do comu cidadao.So a morte estes finos nao escapa

Ze do Malho 28.12.2016

Atao nao arrotavam, de papo cheio com os Milhoes, de trapacas que faziam em Angola? Agora como diz o Outro enterrem ja esta putarrona, antes que nos venham a roubar mais algum em ajudas sem fim a vista. Vao ter com ladores que comia as putas de luxo, em Angola,e facam eles pagar as festas.

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