Banca & Finanças Fitch espera melhoria nos "ratings" da banca portuguesa

Fitch espera melhoria nos "ratings" da banca portuguesa

A evolução positiva da economia portuguesa vai contribuir para a melhoria do perfil de crédito dos bancos portugueses, diz a agência de "rating".
Fitch espera melhoria nos "ratings" da banca portuguesa
Nuno Carregueiro 08 de janeiro de 2018 às 11:31

Depois de ter melhorado os ratings e "outlooks" de vários bancos portugueses do final de 2017, a Fitch diz agora que a tendência deverá continuar ao longo de 2018.

 

"A melhoria recente no perfil de crédito dos bancos portugueses deverá continuar em 2018, ajudada pela recuperação macroeconómica em Portugal", refere um relatório da agência de notação financeira publicado esta segunda-feira, 8 de Janeiro.

 

Depois de ter elevado o "rating" de Portugal em dois níveis em Dezembro, para um nível acima de "lixo", a Fitch efectuou várias alterações às notações financeiras dos bancos portugueses que acompanha. Entre os cinco bancos analisados pela Fitch, apenas o "rating" do Santander Totta e do Montepio Geral foi revisto em alta. As notações do BCP e CGD permanecem três níveis abaixo de "lixo", embora a agência tenha melhorado a perspectiva ("outlook") do "rating" dos dois bancos de "estável" para "positivo".

 

A Fitch argumenta que a queda do desemprego e a recuperação "moderada" mas "estável" no mercado imobiliário deve beneficiar os bancos através de uma descida do crédito malparado ("non performing loans").

 

A agência estima que o PIB de Portugal vai crescer 2,6% em 2017 e salienta que apesar do abrandamento perspectivado para 2018-2019, "a economia vai continuar a expandir".

 

A Fitch destaca a melhoria nos fundamentais dos bancos portugueses no ano passado, com angariação de 5 mil milhões em capital fresco, o que elevou o rácio CET Tier 1 para 12,4% em Junho de 2017, bem acima dos 9,5% registados há um ano.

 

Os "ratings" dos bancos portugueses permanecem no "lixo" devido à "fraca qualidade dos activos e rentabilidade". Os activos problemáticos estão a descer mas representam ainda um quarto do PIB de Portugal e um factor de pressão para os resultados, refere a Fitch.

 

Por fim, a Fitch salienta que além de estarem a lidar com o problema do crédito malparado, os bancos portugueses estão "focados no corte de custos para reforçar a rentabilidade e a geração interna de capital".




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