Start-ups Follow Inspiration quer expandir uso de "robô" wiiGo a aeroportos

Follow Inspiration quer expandir uso de "robô" wiiGo a aeroportos

Quem em Setembro fosse a um hipermercado de Gaia ou a outro da Maia poderia deparar-se com um "robô" chamado wiiGo que auxiliava clientes, criado pela 'start-up' Follow Inspiration, que quer expandir o seu uso a aeroportos.
Lusa 07 de Outubro de 2016 às 10:51

Descrito por Luís de Matos, presidente executivo da empresa - uma das 66 portuguesas a marcar presença na Web Summit do próximo mês em Lisboa -, como "um carrinho de compras completamente autónomo desenhado para seguir uma pessoa com mobilidade reduzida", o wiiGo realizou três testes em superfícies comerciais portuguesas antes de seguir para França, onde quatro unidades do aparelho vão ser postas à prova em dois hipermercados.

 

"Embora possa ser utilizado por qualquer pessoa, neste momento o seu principal objectivo é auxiliar a pessoa com mobilidade reduzida no transporte das suas compras, devido à impossibilidade das mesmas em empurrar um carrinho de compras em simultâneo com uma cadeira de rodas, por exemplo", explicou à Lusa o presidente da empresa, realçando que os usos podem expandir-se aos aeroportos e até a espaços fabris.

 

Sediada no Fundão, mas com filial no CEiiA, em Matosinhos, a Follow Inspiration nasceu em 2012, fruto do projecto de fim de curso de Luís de Matos (agora com 30 anos) na Universidade da Beira Interior, estando no começo de Outubro a aguardar a primeira remessa de wiiGos, depois de ter sido bem-sucedida em duas rondas de investimento (da TIC RISCO e da Portugal Ventures) e na obtenção de fundos comunitários, num investimento total que se aproxima dos três milhões de euros, mas que ainda não colocou a empresa num patamar alto o suficiente para ser auto-sustentável.

 

"Somos uma empresa que vive dos investidores, ainda consumimos muito capital, não somos auto-sustentáveis, esperamos vir a ser nos próximos anos", afirmou Luís de Matos, acrescentando esperar que tal aconteça nos próximos dois anos.

 

Os modelos não vão estar disponíveis para venda junto do consumidor final, mas sim a empresas que possam depois disponibilizá-los aos seus clientes e utilizadores, não sendo também possível conhecer nem o valor de cada aparelho, nem os dados financeiros da companhia, devido aos acordos de confidencialidade resultantes das rondas de investimento, justificou Luís de Matos.

 

A Follow Inspiration, que emprega 15 pessoas, vai à Web Summit para "mostrar a tecnologia, mas também com o propósito muito claro de começar a conversar com investidores", uma vez que é necessário mais capital para ganhar a escala necessária para entrar nos mercados europeus e norte-americanos.

 

"A Web Summit é uma montra para isso, até porque estamos a falar de volumes de investimento muito superiores àqueles que são praticados em Portugal e, portanto, nós vamos lá convencê-los, mostrar-lhes que estamos em pilotos, estamos a ter estes resultados, mas precisamos que acreditem novamente em nós para começarmos a escalar produto", sublinhou o presidente executivo da empresa.

 

Luís de Matos tem "consciência de que essas 66 'start-ups' são as melhores 'start-ups' nacionais", o que significa que estar entre elas "é um orgulho logo para começar".




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