Automóvel Ford quer cortar número de trabalhadores em 10%

Ford quer cortar número de trabalhadores em 10%

Segundo o The Wall Street Journal, os planos de redução do número de funcionários, a nível global, deverão ser conhecidos ainda esta semana.
Ford quer cortar número de trabalhadores em 10%
Bloomberg
Negócios 16 de maio de 2017 às 07:46

A Ford quer cortar em cerca de 10% o número de trabalhadores, a nível global, numa altura em que a fabricante automóvel enfrenta uma pressão crescente para impulsionar os seus lucros e o fraco desempenho das acções, avança o The Wall Street Street Journal.

Segundo a mesma publicação, os planos relativos à redução dos funcionários, e as funções que poderão estar em causa, deverão ser conhecidos ainda esta semana.

Na semana passada, os accionistas da Ford criticaram os líderes da empresa em relação àquilo que um investidor chamou de desempenho "patético" das acções da fabricante norte-americana e questionaram como pode o conselho de administração continuar a apoiar o CEO Mark Fields, que está na liderança da empresa desde Julho de 2014.

A Ford não comenta a notícia sobre os cortes na sua força de trabalho. "Não anunciámos novas medidas de eficiência, ao nível do pessoal, nem vamos comentar especulações", afirmou a Ford, num comunicado citado pela Bloomberg.

A empresa tem enfrentado crescentes críticas à sua estratégia, com as acções a descerem cerca de 36% desde que o antigo CEO Alan Mulally abandonou o cargo.

Os lucros da fabricante automóvel caíram 42%, em termos ajustados, nos primeiros três meses deste ano, enquanto a General Motors garantiu que continua a caminho de outro ano recorde em termos de resultados. Mark Fileds anunciou que a Ford vai cortar custos em cerca de 3 mil milhões de dólares, este ano, e que os resultados deverão recuperar em 2018.

Os títulos da Ford fecharam a sessão de ontem a subir 0,18% para 10,94 dólares, estreitando para 9,45% a desvalorização acumulada desde o início do ano.


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comentários mais recentes
Camponio da beira Há 1 semana

Cont....e essa fabrica mudava-se para Inglaterra ou Alemanha onde pagam salarios 3 vezes mais altos mas, se lá fosse a Asae, fechava-a.

Camponio da beira Há 1 semana

SE fosse cá, em vez de despedir 10, porque tinham logo os sindicatos à perna,ajudados pelos t. de trabalho fechavam a fabrica...

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