Banca & Finanças Fosun e BCP podem ter acordo na área seguradora, mas só fora de Portugal

Fosun e BCP podem ter acordo na área seguradora, mas só fora de Portugal

A Fosun detém a Fidelidade e o BCP é sócio da Ageas/Ocidental. Assim vai continuar. A seguradora do grupo chinês não integra o acordo para a entrada do capital no banco. Parcerias só no estrangeiro.
Fosun e BCP podem ter acordo na área seguradora, mas só fora de Portugal
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 20 de novembro de 2016 às 16:15

A Fosun e o Banco Comercial Português (BCP) podem vir a ter uma parceria na área de seguros mas não na actividade doméstica, segundo o memorando de entendimento assinado entre as duas instituições no âmbito da compra de 16,7% do banco pelo grupo chinês.

 

"Considerando as sinergias e oportunidades de desenvolvimento de negócio, o memorando de entendimento prevê a existência subsequente de conversações para, em condições de mercado e sem compromisso de resultados, estabelecer acordos de longo prazo de distribuição de seguros fora de Portugal", assinala o comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Foi neste comunicado que o grupo chinês, que controla a Fidelidade e a Luz Saúde, anunciou o investimento de 175 milhões de euros no BCP, liderado por Nuno Amado (na foto), e a aquisição de 16,7% do seu capital. 

 

Do parágrafo relativo à área seguradora, e como o Negócios tinha já avançado em Agosto, a Fidelidade, que é detida pela Fosun, continuará a trabalhar com a sua accionista minoritária (e antiga dona), a Caixa Geral de Depósitos. É o banco público o grande responsável pela distribuição dos seguros da seguradora presidida por Jorge Magalhães Correia. 

 

Já o BCP continuará a trabalhar com as seguradoras da holandesa Ageas, em que se inserem a Ocidental Vida, Pensões, Seguros (não vida) e Médis, com quem tem parcerias de distribuição. 

Eventuais futuras parcerias neste sector serão, segundo o descrito no comunicado, apenas no estrangeiro - a Fosun é um grupo com presença global e defende, em nota oficial, que a entrada "no capital do BCP representa um passo importante para a consolidação da estratégia de internacionalização do Grupo Fosun". 

 

A Fosun é agora o maior accionista do BCP, controlando 16,7% do capital mas com intenção de reforçar até 30%. Neste momento, ainda não o pode fazer porque há um limite máximo de 20% aos direitos de voto no banco e a assembleia-geral que vai deliberar sobre a subida para 30% foi adiada até 19 de Dezembro. 




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Anónimo Há 9 horas

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Anónimo Há 2 dias

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Anónimo 11.07.2017

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Lucros da EDP voam agora para a China 21.11.2016

A EDP, qd pública, dava de lucro para o Estado (para todos nós), cerca de 1.000 milhões de euros por ano, liquidos
Quanto à compra pelo chineses de 21,35% da EDP, o que se passa é que grande parte desses lucros "voam"agora para a China
É um agradecimento que temos a fazer ao pulha do PASSOS

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