Banca & Finanças Fosun quer usar BCP como plataforma para se expandir na Europa e África

Fosun quer usar BCP como plataforma para se expandir na Europa e África

A Fosun acredita que, além de contribuir para o reforço do BCP, a aquisição de 16,7% do banco vai ajudá-la "a entrar nos mercados financeiros da Polónia, Moçambique, Angola e Suíça rapidamente".
Fosun quer usar BCP como plataforma para se expandir na Europa e África
Reuters
Diogo Cavaleiro 20 de Novembro de 2016 às 18:07

O BCP vai permitir à Fosun ganhar maior músculo internacional. O grupo chinês refere mesmo que o banco liderado por Nuno Amado pode tornar-se numa plataforma de serviços financeiros que dêem gás a essa presença global.

 

"É expectável que o BCP se torne um investimento importante do grupo com a conclusão da transacção e se torne numa ampla plataforma de serviços financeiros que ajudem o grupo a expandir a sua actividade na Europa e em África", indica o grupo chinês num comunicado colocado no site do grupo chinês.

 

A Fosun, presidida por Guo Guangchang (na foto), tem já perspectivas para a instituição financeira portuguesa, onde detém 16,7% através do investimento de 175 milhões de euros: "O grupo prevê aplicar as suas capacidades de investimento e outros recursos para ajudar o banco a melhorar o seu vasto negócio financeiro relacionado com a região da Grande China e melhorar ainda a rentabilidade do banco".

 

O grupo chinês quer estender a sua própria rede internacional e a compra da posição no BCP – e eventual aumento até uma parcela de 30% – vai também "ajudar o grupo a entrar nos mercados financeiros da Polónia, Moçambique, Angola e Suíça rapidamente".

 

Em relação a Portugal, o conglomerado chinês que controla a Fidelidade e a Luz Saúde acredita que poderá ajudar a reforçar a quota de mercado do grupo BCP. Um dos pontos do memorando de entendimento assinado entre a gestão de Nuno Amado e o grupo chinês é o de vir a ter acordos de parceria na área seguradora mas apenas fora de Portugal. 

 

A Fosun terá de permanecer no BCP pelo menos por três anos e, embora tenha 16,67%, o objectivo é chegar aos 30% seja através de aumentos de capital a ela reservadas seja através de compras em mercados secundários. 




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mais votado JCG Há 2 semanas

Isto parece aquele negócio em que uns tipos do Paquistão ou arredores casam de fachada com umas portuguesas só para adquirirem passaporte português para circularem facilmente na Europa.
Francamente, tenho a sensação desagradável de que vivo num país "governado" por um bando de irresponsáveis e ou incompetentes e ou oportunistas.

comentários mais recentes
mario Há 2 semanas

Estes negócios só acontecem porque a democracia que vigora em Portugal permite que certos executivos nos roubem porque sabem que nada lhes vai acontecer. Se a justiça funcionasse as autoridades competentes deveriam inspecionar essas pessoas perguntando-lhes onde f buscar o dinheiro p fazer fortuna.

As lojas chinocas são já uma praga Há 2 semanas

Os chinocas nem para abaixar o desemprego contribuem.
Nem para isso.
É só chineses nas suas lojas.
Pelo contrário, aumentam o desemprego, pelas falências que originam com os preços praticados, produzidos com salários medievais
Além de encargos para os contribuintes com subsídios de desemprego

A CHINOCADA NÃO PRESTA COMO PARCEIROS Há 2 semanas

Repito o que já disse vezes sem fim : a chinocada dá um chouriço a quem lhes der um porco.
São especialistas a comprar o melhor em saldo, que é o que têm feito neste país de tansos.
Prometeram posteriores investimentos para a EDP, aquando da compra dos 21%
Cadé os investimentos ?
Nem o rasto.

LUCROS DA EDP VOAM AGORA PARA A CHINA Há 2 semanas

A EDP, quando pública, dava de lucro para o Estado (para todos nós), cerca de 1.000 milhões de euros por ano, liquidos.
Quanto à compra pelo chineses de 21,35% da EDP, o que se passa é que grande parte desses lucros "voam"agora para a China
É um agradecimento que temos a fazer ao pulha do PASSOS

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