Banca & Finanças Fosun reforça posição no BCP para quase 24%

Fosun reforça posição no BCP para quase 24%

A Fosun ficou com quase 24% do BCP na sequência do aumento de capital do banco. Adesão dos accionistas de referência e retalho, bem como reforço dos institucionais impediu grupo chinês de alcançar os 30% que adquiriria se a operação não fosse colocada no mercado.
A carregar o vídeo ...
Maria João Gago 03 de fevereiro de 2017 às 17:29

O grupo chinês Fosun ficou com quase 24% do BCP na sequência do aumento de capital do banco, no valor de 1.330 milhões, concluído esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, sabe o Negócios.

 

Entre os accionistas de referência, o conglomerado de Guo Guangchang foi o único que aproveitou a operação para reforçar a sua posição accionista, já que os restantes investidores qualificados, Sonangol e EDP, mantiveram as participações anteriores, de 14,9% e 2,1%, respectivamente. O mesmo aconteceu com a InterOceânico, que participou na oferta, mantendo uma posição de 1,7% no capital.

 

O facto de os accionistas de referência terem acompanhado a operação, de os investidores institucionais estrangeiros terem reforçado o seu peso no BCP e de mais de metade dos accionistas de retalho terem participado na oferta impediu que a Fosun tenha ficado com os 30% do banco que admitia vir a atingir no quadro deste reforço de capital.

 

O grupo chinês tinha dado uma ordem irrevogável de subscrição de um número de acções que, a ser concretizado, permitiria à Fosun passar a controlar 30% do banco. À semelhança do que acontece com os contractos de tomada firme, esta ordem só seria accionada caso não houvesse procura suficiente para a totalidade das novas acções a emitir pelo BCP.

 

No entanto, como a procura da operação superou em quase 23% o número de títulos disponível, a Fosun acabou por não ser obrigada a executar aquela ordem irrevogável. Por outro lado, também não foi necessário accionar a tomada firme contratada a um sindicato de cinco bancos internacionais.

 

Apesar de não ter conseguido ficar com 30% do BCP no aumento de capital, o conglomerado de Guo Guangchang está comprometido pelo acordo de investimento celebrado com o banco em Novembro a atingir aquele nível de participação, a prazo.

 

Com os quase 24% que já detém, a Fosun passou a ter direito a nomear mais três elementos para o conselho de administração do BCP, além dos dois administradores já cooptados e que aguardam luz verde do Banco Central Europeu para assumir funções, João Nuno Palma e Lingjiang Xu.

(Notícia actualizada às 17:39)


A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
jhjh 05.02.2017

o BCP de Banco Comercial pode agora mudar de nome e passar a ser Banco Comunista Português a Fosun é um satélite do governo comunista chinês os futuros novos donos de Portugal que andam a comprar ao retalho... os novos vistos gold idem os chineses são sempre os primeiros

Observador 04.02.2017

Caro Cifrão concordo consigo. Mas os indicadores de circunstancia levam-me a esse raciocinio. Espero ter razão. Um abraço.

Ciifrão 04.02.2017

Os otimistas são poucos mas comentam muito. Na verdade a onda está a ficar melhor para o BCP, o que não era difícil depois da desgraça do último ano. Apesar disto, o otimismo exagerado pode dar frustrações, no caso da subida das cotações não ser explosiva como aqui se vai dizendo.

investidor1 04.02.2017

https://goo.gl/forms/3J12TVuOqjtlvqIP2

Obrigado!

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub