Turismo & Lazer Freguesia de Lisboa gasta 18 mil euros para avaliar alojamento local

Freguesia de Lisboa gasta 18 mil euros para avaliar alojamento local

A freguesia que integra o Bairro Alto, Cais do Sodré ou Bica quer perceber o impacto do turismo. A presença do alojamento local é uma das preocupações, uma vez que a Misericórdia e a vizinha Santa Maria Maior pesam 8,8% a nível nacional.
Freguesia de Lisboa gasta 18 mil euros para avaliar alojamento local
Filipe Couto/CM
Wilson Ledo 16 de janeiro de 2017 às 18:07

A Junta de Freguesia da Misericórdia em Lisboa – que engloba áreas como o Bairro Alto, Cais do Sodré ou Bica – aplicou 18 mil euros para avaliar o impacto do turismo no seu território.

O contrato fechado com a Quaternaire Portugal – Consultoria para o Desenvolvimento encontra-se publicado no portal Base – Contratos Públicos Online.


O valor, sem IVA, é dividido por 12 fatias mensais de 1.500 euros a pagar a esta consultora. Em causa está um "estudo sobre o impacto do turismo e sobre as novas dinâmicas residenciais, económicas e urbanísticas no centro e bairros histórias da cidade de Lisboa".


O documento assinado pela presidente Carla Madeira concretiza que este impacto deverá ser medido mais especificamente na freguesia da Misericórdia. Um dos aspectos passará pelo peso da actividade de alojamento local neste território.


Segundo dados divulgados em Junho de 2016 pela Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), existiam cerca de 2.700 espaços dedicados ao alojamento de turistas nas freguesias de Santa Maria Maior e Misericódia.


As duas freguesias, que correspondem à zona baixa de Lisboa, ocupam um peso de 8,8% a nível nacional na actividade de alojamento local.


O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, tem sido crítico do peso desta actividade no território que gere. Em Dezembro, chegou mesmo a aplaudir o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa que dava razão a uma assembleia de condóminos sobre a necessidade do alojamento local ter de receber autorização do condomínio para se instalar no prédio.


A junta que integra os bairros de Alfama e do Castelo incentivou mesmo os proprietários com situações de conflitos com alojamento local nos seus condomínios a recorrerem aos tribunais.

(Correcção: A presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia em Lisboa chama-se Carla Madeira e não Carla Madureira, pelo lapso pedimos desculpa)




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comentários mais recentes
Campos Há 6 dias

Pobres e mal agradecidos, quando os Bairros estavam a cair de podres ninguém se ralava, agora a inveja e mesquinhez tipica vem ao de cima, deviam estar agradecidos pelo que estes pequenos investidores estão a fazer pela cidade, a outra opcão são os hotéis de 500 quartos ou mais, palete de gente...

Francisco António Há 1 semana

Pobre Junta que tem uma presidente que derrete uma pipa de massa numa questão que diz respeito à Câmara ! Ora se o prédio tem a vocação de habitação, a mudança de uso (correm com as famílias trocando-as por turistas) vai contribuir p/desertificar o bairro.

Anónimo Há 1 semana

Pela pressão que tem havido na área do imobiliário não tarda que as cidades fiquem entregues aos especuladores e mochileiros. Os autóctones serão empurrados sabe-se lá para onde...! a pressão está aí. O Estado a que isto chegou convive bem e tira partido desta selvajaria desregulada.

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