Banca & Finanças Fundação La Caixa e CaixaBank dão mais um passo na sua separação

Fundação La Caixa e CaixaBank dão mais um passo na sua separação

Em plena OPA do BPI, o CaixaBank verifica uma ligeira mudança accionista. A fundação La Caixa reduziu a sua posição até 40% com a venda de 5% do capital no arranque da semana.
Fundação La Caixa e CaixaBank dão mais um passo na sua separação
Reuters
Diogo Cavaleiro 07 de fevereiro de 2017 às 13:29

O Criteria Caixa, que pertence à fundação La Caixa, continua a afastar-se do CaixaBank, a instituição financeira do grupo. Esta terça-feira, ficou concluída a venda de 5,322% do capital do CaixaBank, numa altura em que os catalães estão a comprar o Banco BPI.

 

O Criteria Caixa é a "holding" através da qual a fundação controla, entre outros activos como a Abertis e Gas Natural, o banco CaixaBank. Em Maio de 2016, tinha 57% do CaixaBank. A 7 de Fevereiro, o Criteria terminou a alienação de 5,322% da entidade, ficando com uma participação de 40%.

 

"O montante da operação ascendeu a 1.068.614.737,806 euros, sendo o preço de venda de 3,3572 euros por acção", indica o comunicado no site do regulador do mercado de capitais.

 

Esta descida acontece por determinação do Banco Central Europeu (BCE), que obrigou o Criteria Caixa a reduzir a sua participação a 40% do CaixaBank até ao final de 2017. O que ficou concretizado em Fevereiro.

 

Com esta movimentação, o CaixaBank deixa de ser consolidado nas contas da fundação e o Banco Central Europeu passa a exercer a sua supervisão directa sobre a instituição financeira e não sobre a fundação.

 

A autoridade presidida por Mario Draghi obrigou a uma separação entre o La Caixa e o CaixaBank. Esta última entidade terá limites ao financiamento que poderá conceder à fundação e houve a separação das respectivas administrações. Isidro Fainé (na foto) passou unicamente a ser o líder da fundação, Gonzalo Gortázar ficou na presidência executiva do CaixaBank.

Esta venda acontece no dia em que termina a OPA lançada sobre o capital do BPI por parte do CaixaBank, que já controla 45,5% do banco português. 




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