Empresas Fundo de pensões do Canadá notifica compra de auto-estradas em Portugal

Fundo de pensões do Canadá notifica compra de auto-estradas em Portugal

Com a compra da Auto-Estradas do Oeste, a Roadis fica com uma posição de 50% da Auto-estradas do Atlântico e 65% Auto-Estradas do Litoral Oeste (AELO).
Fundo de pensões do Canadá notifica compra de auto-estradas em Portugal
Bruno Simão
Nuno Carregueiro 12 de janeiro de 2018 às 11:40

A Roadis notificou a Autoridade da Concorrência sobre a aquisição da Auto-Estradas do Oeste, empresa que tem participações de controlo em duas concessionárias de auto-estradas em Portugal: a Auto-estradas do Atlântico (AEA) e Auto-Estradas do Litoral Oeste (AELO).

 

O negócio já tinha sido anunciado em Dezembro, mas só agora chega à análise do regulador. A Roadis é controlada pelo Public Sector Pension Investment Board, um dos maiores fundos de pensões do Canadá e que tem investimento em diversas empresas e activos em todo o mundo.

 

Num comunicado emitido em Dezembro a Roadis afirma que esta aquisição marca a entrada da empresa em Portugal, um mercado com uma "rede de concessões madura e estabelecida" que a "gestão da Roadis bem conhece, devido a experiências antigas na região".  

 

"Esta aquisição representa uma importante parte da nossa estratégia de crescimento", afirma do CEO da Roadis, José Antonio Labarra. A empresa controlada pelo fundo de pensões do Canadá está já presente no negócio de auto-estradas com portagem de quatro países: Brasil, México, Espanha e Índia.

 

O valor do negócio não foi revelado, sendo que a Europa Press noticiou que este pressupõe a valorização de todos os activos em 743 milhões de euros, incluindo dívida.

 

A Auto-Estradas do Oeste, que era detida pelo Grupo Lena e pela MSF, detém 50% da AEA, concessionária da A8 e A15, e 65% da AELO, que opera o IC2, IC9 e IC36, estabelecendo assim a ligação entre a A1, A8 e A17.

 

A Brisa, que é a concessionária da AEA e da AELO, é também accionista destas empresas. Controla os restantes 50% da AEA e 15% (directamente) da AELO.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias

Uns investem o dinheiro em negócios sólidos e com baixo risco como são as AE em Portugal já o governo Português decide investir num banco falido chamado Montepio. Depois muitos perguntam como é q certos países têm um gasto publico tão elevado. Está aqui uma das respostas.

ggov Há 1 semana

Comprou as autoestradas? Comprou foi a concessão porque no fim do prazo da exploração, que penso que seja em 2015, elas revertem para o Estado, a menos que apareça um governo, tipo PPC, que venda todo o património ao desbarato.

Anónimo Há 1 semana

Com esta economia, baseada nos construtores de automóveis e apêndices, temos tudo e não temos nada.
Que saudades dos tempos em que tudo o que tínhamos era nosso.
Vivíamos de acordo com as possibilidades e ainda tínhamos muito ouro em reservas.
Tempos de sobrevivência com dignidade...

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